quinta-feira, 6 de outubro de 2005

HOMENAGEM A AMÁLIA RODRIGUES


"Desde que existe a morte, imediatamente a vida é absurda. Sempre pensei assim."
AMÁLIA
Amália
quiz Deus que fosse o meu nome
Amália
acho-lhe um jeito engraçado
bem nosso e popular
quando oiço alguém gritar
Amália
canta-me o fado.
Amália
esta palavra ensinou-me
Amália
tu tens na vida que amar
são ordens do Senhor
Amália sem amor
não liga, tens de gostar
e como até morrer
amar é padecer
Amália chora a cantar!
Amália
disse-me alguém com ternura
Amália
da mais bonita maneira
e eu toda coração
julguei ouvir então
Amália p'la vez primeira.
Amália
andas agora à procura
Amália
daquele amor mas sem fé
alguém já mo tirou
alguém o encontrou
na rua com outra ao pé
e a quem lhe fala em mim
já só responde assim
Amália? Não sei quem é!
Letra e Música: José Galhardo / Frederico Valério
Amália nasceu a 23/7/1920 e faleceu a 6/10/1999

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

FAZES-ME FALTA...

Fazes-me falta...

Esta frase repete-se na minha mente como se fora o estribilho de uma canção.

Fazes-me falta...

-Quando estás tão perto e tão longe.
-Quando a saudade deixa um travo amargo na minha boca.
-Quando a ansiedade explode no meu peito.
-Quando as minhas mãos geladas precisam das tuas para as aquecer.
-Quando os meus olhos precisam da luz dos teus.
-Quando me sinto um sol de inverno e preciso do teu calor.
-Quando a solidão me esmaga e preciso que a preenchas.
-Quando o silêncio me dói e preciso de ouvir a tua voz.
-Quando os meus sonhos não passam à realidade.
-Quando a casa está vazia da tua presença.
-Quando preciso de ti para ser feliz.

Fazes-me falta... Fazes-me falta...

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

CRIANÇAS...

Quando o meu filho era pequeno, eu costumava dizer-lhe:
-Anda, filho, vamos para a caminha porque o sol também já foi dormir...
-Ó mãe, o sol é munta gande?
-É sim, filho.
-Ó mãe, ele cabe no nosso quintal?
-Não, não cabe.
-E na nossa rua?
-Também não.

...........................

-Ó mãe, o sol te pénas?
-Não, não tem pernas...
-Então como é que ele vai pala a cama?... Vai a rebolar, é?...

PRECIOSIDADES

Esta é a boneca da minha mãe, a MIMI




Este é o livro de leitura da minha mãe...
Duas preciosidades que guardo como tal.
A Mimi tem mais de cem anos mas não tem cabelos brancos... Que maravilha! E quantas coisas teria para contar se falasse...

domingo, 2 de outubro de 2005

MARIA E A SOLIDÃO


Maria sentia-se só e deprimida naquele fim de semana. Resolveu saír e levar consigo a Solidão. Meteram-se no combóio, ao sabor do imprevisto e aí vão elas ver o mar. Que bonito que ele estava! As ondas, embatendo nas rochas, desfaziam-se em espuma. As gaivotas sobrevoavam a praia e ela inspirou fundo, muito fundo... Quase sôfregamente, como se aquele ar fosse o bálsamo para as suas mágoas. Seus olhos procuraram a linha do horizonte e ficaram presos nessa contemplação, como se quisessem vislumbrar mais além.

Assim permaneceu até que uma onda mais afoita veio molhar-lhe os pés, chamando-a à realidade. Baixou-se, apanhou uma concha trazida pela maré, passou-lhe os dedos para tirar a areia e perguntou-lhe: "De onde vens? Quantos mundos viste?" A concha, na palma da sua mão, brilhou ao sol. Maria sorriu, acariciou-a e disse-lhe: "Vai, vai para onde pertences. Não quero aprisionar-te..." E deitou-a ao mar. E a concha foi...

O dia escoava-se por entre as horas, a tarde iria dar lugar à noite. Era chegada a hora do regresso. Fizeram a viagem de retorno: Maria e a Solidão, que não quis deixá-la.

sábado, 1 de outubro de 2005

https://www.malhanga.com/musicafrancesa/becaud/au_revoir/

Sonho Meu: relembre a abertura da novela