Mostrar mensagens com a etiqueta aniversário. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta aniversário. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

QUANDO EU NASCI




Quando eu nasci,
Ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias,
Nem o Sol escureceu,
Nem houve
Estrelas a mais...Somente,
Esquecida das dores,
A minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
Não houve nada de novo
Senão eu.
As núvens não se espantaram,
Não enlouqueceu ninguém...
P'ra que o dia fosse enorme,
Bastava
Toda a ternura que olhava
Nos olhos de minha Mãe...

- Sebastião da Gama-
**********
Mãe, é neste dia que te recordo ainda com mais saudade. Tantas vezes me descreveste os acontecimentos dessa noite, até às sete horas da manhã, quando nasci! E todas as vezes tinhas um brilho nos olhos porque me contavas uma história de AMOR! Obrigada, Mãe-Coragem, por todos os momentos em que estiveste a meu lado, sem nunca me abandonares, mesmo à custa dos maiores sacrifícios!

terça-feira, 26 de junho de 2007

ANIVERSÁRIO


Fez ontem dois anos que iniciei este blog, o que para mim foi uma verdadeira aventura pois desconhecia a existência destes espaços. Comecei sem fotos, sem música e sem vídeos. Tudo isso foi aparecendo devido à paciência e amabilidade de alguns amigos virtuais a quem recorri, através de e-mails, e que tudo isso me ensinaram.
É verdade! Então comecei a tomar o gosto e tenho-me mantido até agora, embora muitas vezes a inspiração não me ajude. A eles o meu obrigada. Agradeço também a todos os que por aqui passam, mesmo aqueles que não deixam sinal.

Este foi o primeiro texto do Andorinha Negra:

Sábado, Junho 25, 2005

À PROCURA DO TEMPO PERDIDO

Ruas ruidosas, carros disparados em corrida louca, todos como que empenhados na ideia de quem vai chegar primeiro.Pessoas que se cruzam, que se chocam, que se acotovelam, ora agressivas, ora indiferentes, sem darem pela passagem de um rosto conhecido, sem um simples olhar de fraternidade ou compreensão. Expressões fechadas, palavras secas, desagradáveis, sempre prontas a saltar e a ferir. Olhares hostis de olhos que vendo são cegos, porque aliados a corações insensíveis só se debruçam, obsecada e egoisticamente sobre o seu "Eu", sobre o seu mundo interior, limitado pelas suas conveniências, sem tempo para dedicar aos outros.
Todos os dias o espectáculo degradante dos que se insultam e não respeitam o direito de precedência nas filas dos transportes públicos.

Aqui, mesmo a nosso lado, está o que poucos vêm: corações que há muito esperam pela palavra mágica que dulcifique e preencha o vácuo de uma vida de solidão; ombros que se vergam sob o peso dos anos; mãos implorantes que se estendem, como aquelas mãos tristes e enrrugadas que recolhem as poucas moedas que os menos indiferentes deixaram nelas caír, sem contudo se deterem.

Toda a vida pujante dum século febril rodopia e entontece, envolvendo na sua teia os corações e as almas. Uns querem agarrar o tempo, outros procuram o tempo perdido.

Leonor C.


Um abraço para todos.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

DOIS ANOS NA BLOGOESFERA

Faz hoje dois anos que iniciei este blogue o que para mim foi uma verdadeira aventura.Havia pouco tempo que tinha internet e até um mês antes desconhecia da existência destes espaços. Comecei sem fotos, sem músicas e sem vídeos. Tudo o que aprendi devo-o a amigos virtuais que me ensinaram a compreender e a modificar o template. Depois disso, tomei-lhe o gosto e lá continuei até agora, embora muitas vezes a inspiração não me ajude. O meu agradecimento a todos os que comentam e também a quem passa sem deixar sinal.



**********



Este é o texto com que iniciei o blogue Andorinha:



Sábado, Junho 25, 2005

À PROCURA DO TEMPO PERDIDO


Ruas ruidosas, carros disparados em corrida louca, todos como que empenhados na ideia de quem vai chegar primeiro.Pessoas que se cruzam, que se chocam, que se acotovelam, ora agressivas, ora indiferentes, sem darem pela passagem de um rosto conhecido, sem um simples olhar de fraternidade ou compreensão. Expressões fechadas, palavras secas, desagradáveis, sempre prontas a saltar e a ferir. Olhares hostis de olhos que vendo são cegos, porque aliados a corações insensíveis só se debruçam, obsecada e egoisticamente sobre o seu "Eu", sobre o seu mundo interior, limitado pelas suas conveniências, sem tempo para dedicar aos outros.


Todos os dias o espectáculo degradante dos que se insultam e não respeitam o direito de precedência nas filas dos transportes públicos.


Aqui, mesmo a nosso lado, está o que poucos vêm: corações que há muito esperam pela palavra mágica que dulcifique e preencha o vácuo de uma vida de solidão; ombros que se vergam sob o peso dos anos; mãos implorantes que se estendem, como aquelas mãos tristes e enrrugadas que recolhem as poucas moedas que os menos indiferentes deixaram nelas caír, sem contudo se deterem.


Toda a vida pujante dum século febril rodopia e entontece, envolvendo na sua teia os corações e as almas. Uns querem agarrar o tempo, outros procuram o tempo perdido.




Leonor C.





O meu abraço para todos.

https://www.malhanga.com/musicafrancesa/becaud/au_revoir/

Sonho Meu: relembre a abertura da novela