quarta-feira, 29 de março de 2006

SOMOS PERFEITAS

Não ficamos carecas...
Temos um dia internacional...
Sentarmo-nos de pernas fechadas não é doloroso...
Podemos vestir tanto rosa como azul...
Temos sempre a certeza de que o filho é nosso...
Temos prioridade nos salva-vidas...
Não pagamos a conta do restaurante... No máximo partilhamos...
A programação da TV é 90% voltada para nós...
Somos os primeiros reféns a serem libertados...
A idade não atrapalha o nosso desempenho sexual...
Podemos ir para o trabalho de bermudas e de sandálias...
Se somos traídas somos vítimas; se traímos eles são cornos...
Podemos dormir com uma amiga sem sermos consideradas lésbicas...
Somos capazes de prestar atenção a várias coisas ao mesmo tempo...
A mulher do embaixador é embaixatriz, o marido da embaixadora não é nada...
Não ficamos desesperadas em frente a um campo de futebol com 1 bola e 22 mulheres a correrem atrás...
Somos monogâmicas (embora precisemos testar vários homens para achar um que valha a pena).
A mulher do presidente é Primeira-Dama; o marido da presidente é um zero à esquerda mesmo que ele seja de direita...
O nosso cérebro dá conta do mesmo serviço, mesmo com quatro biliões de neurónios a menos, ou seja, os nossos neurónios são mais eficazes.
Se resolvemos exercer profissões predominantemente masculinas, somos pioneiras, mas se um homem resolve exercer uma profissão tipicamente feminina, é bicha...
E por último: Fazemos tudo o que um homem faz, e de SALTOS ALTOS!


SOMOS UM SHOW!!!!!


Autor desconhecido

domingo, 26 de março de 2006

O ANEL





Um aluno chegou a seu professor com um problema:

- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que nãotenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar?O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor sem olhá-lo, disse:- Sinto muito meu jovem, mas agora não posso ajudá-lo, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa falou:- Se você me ajudar, eu posso resolver meu problema com maisrapidez e depois talvez possa ajudar você a resolver o seu.

- Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao garoto e disse:

Monte no cavalo e vá até o mercado. Deve vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida.É preciso que obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu.Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores.Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas. Depois de oferecer a jóia a todos que passavam pelo mercado e abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber sua ajuda e conselhos.

Entrou na casa e disse:- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

Importante o que me disse meu jovem, contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até ao joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:- Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.- 58 MOEDAS DE OURO! Exclamou o jovem.

- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente... O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que correu.

- Senta, disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:

- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. Só pode ser avaliada por um especialista. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.Todos nós somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.Repense o seu valor!


Autor desconhecido


Este texto é para todos os meus amigos e amigas que, por vezes, são assaltados por dúvidas e questionam o seu próprio valor como seres humanos. Todos somos jóias preciosas e únicas e, ao pensarmos nisso, vamo-nos sentir mais confiantes e felizes. Repensemos pois o nosso valor!

quarta-feira, 22 de março de 2006

VOLTEI


Depois duma ausência de alguns dias, voltei. O meu PC entendeu que estava a merecer uma reforma e recusou-se a trabalhar mais. Fez ele muito bem! Agora, com uma "amigo" novo vou ver se prossigo sem mais problemas.

sábado, 11 de março de 2006

RICHARD BACH - O LIVRO DO MESSIAS

- Todos aqui chegámos com uma caixa de Construa o Seu Futuro Pessoal. Nem todas as pessoas se lembram de onde a deixaram.

- A marca da tua ignorância é a profundidade da tua crença na injustiça e tragédia.
Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o mestre chama borboleta.

- Lembra-te que este mundo não é realidade. É um recreio de aparências onde praticas como vencer o-que-parece-ser com o teu conhecimento do que é.

-Não há problema em fazer coisas vulgares desde que não te sintas vulgar.

- De vez em quando, fecha os olhos e, nessa escuridão, diz a ti mesmo: "Sou um feiticeiro, e quando abrir os olhos verei um mundo que criei e pelo qual eu só eu sou completamente responsável.".
Depois, lentamente, abre as pálpebras como cortinas que se erguem no centro do palco. E aí certamente estará o teu mundo, tal como o construíste.

- Apoia-te os teus medos, desafia-os a que te ataquem sem piedade e corta-os quando se atreverem. Se não o fizeres, eles clonar-se-ão como cogumelos, cercando-te, sufocando a estrada para a vida que desejas.
Cada curva que receias é ar vazio, disfarçado para parecer o inferno.

quarta-feira, 8 de março de 2006

DIA INTERNACIONAL DA MULHER



Origem do Dia Internacional da Mulher


O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da MulherNeste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women's Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan "Pão e Rosas", em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida.Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".

segunda-feira, 6 de março de 2006

COISAS QUE HOMEM "JAMAIS" FALARÁ...


1. Desliga a TV amor. Acho que precisamos falar sobre nossa relação...
2. Aquela mulher tem os seios muito grandes.
3. Não... não estou com pressa.
4. Antônio Banderas e Brad Pitt? Nossa!!! ... a gente TEM quer ver esse filme!
5. Já que eu tô de pé, quer alguma coisa?
6. Sexo não é importante. Vamos apenas ficar conversando...
7. Quer ajuda para escolher os sapatos?
8. Por que a gente não vai no shopping e você escolhe alguns sapatos novos?
9. Eu realmente não sei o caminho. Vamos parar e perguntar...
10. Eu seguro sua bolsa enquanto você experimenta este outro ...
11. Esse vestido ficou bom... mas porque você não experimenta mais alguns?
12. Você cortou o cabelo?!
13.Você está com dor de cabeça? Deixa que eu pego um remédio para você e faço uma massagem para você relaxar.
14. Querida, telefone para você. É o seu melhor amigo.
15. Nossa! Como você é inteligente. Se não fosse você, não sei como viveria.
16. Pode deixar a louça comigo! Hoje é domingo e você merece descansar.
17. Eu acho a feiticeira tão artificial.
18. Vamos hoje na casa de sua mãe. Faz tanto tempo que não a vemos.
19 Adoro sair com você e seus amigos. Eles são tão divertidos.
20. Eu? Pro bar? De jeito nenhum! Prefiro ficar com você.
21. Meu amor! Já pus a roupa suja na máquina.
22. Esta noite quero te dar tudo que você merece. Vamos ao restaurante mais caro da cidade.
23.Querida, vou reclamar com o vizinho sobre essa história da filha dele ficar de calcinhas na janela. Que pouca vergonha!!
24. Não vou beber muito! Afinal, ficar de pileque é fazer você passar vergonha. E isso nunca!!!


Retirado da net.


Para ser justa devo acrescentar que " Não há regra sem excepção..."

quinta-feira, 2 de março de 2006

AS PORTAS QUE NINGUÉM VÊ


O texto é um pouco extenso mas vale a pena ler até ao fim pois só assim a mensagem contida na narração simples de Susana Tamaro será entendida.

"As coisas tinham uma linguagem, e também as pessoas tinham uma linguagem. Entre uma e outra, Marta preferia a linguagem das coisas.

As árvores, os lençóis, as motorizadas ou as latas contavam sempre coisas simpáticas, ao passo que as pessoas quase só falavam para dizer coisas desagradáveis. A linguagem dos grandes - à excepção do avô - era uma linguagem de lixo. Para lá se atiravam as coisas inúteis, as coisas desemparceiradas, as coisas sem graça que não era possível pôr noutro lugar.

Quando fechava os olhos e tentava imaginá-la, Marta via essa linguagem como uma fita, uma fita que se desenrolava ao longo de quilómetros e de anos, uma fita de lixo em que vivia envolta desde sempre. Com o passar do tempo, a fiata foi ficando pesada como um tapete de cerimónia, sufocante como as roscas de uma boa constrictor. Nessa fita estavam gravadas todas as frases que só podem ser ditas entre as paredes de casa, as frases que se escapam dos lábios, as frases de raiva, as frases que dão pontapés, as frases de todos os dias.

Marta não se lembrava de um só dia sem aquele ruído de fundo. Quando era mais pequena, os berros despertavam-na em sobressalto e, de susto, desatava a chorar. .............



.......... Um pouco mais crescida, fechada no seu quarto e escondida debaixo da cama à espera que a tempestade passasse, tinha começado a combinar as palavras com as cores. "És um falido." Amarelo. "Já não te suporto." Laranja. "Volto para casa da minha mãe." Branco. "És um bêbado." Vermelho. " E tu não serves para nada." Verde. "Odeio-te." Negro. "Aquele parva da tua filha." Azul. "Também é tua." Cinzento. "Ainda se está para ver." Azul.

Havia dias mais alaranjados e outros mais amarelos. Dias mais vermelhos, dias mais negros. Com o tempo, além da cor, tinha passado também a dar uma forma às palavras. Havia palavras-térmitas, palavras-aranhas, palavras escorpiões. Estendida no soalho, via-as correr na sua direcção.

As palavras-térmitas penetravam por baixo das unhas, corriam ao longo das veias, atingam o coração e atiravam-se a ele com as patinhas e as mandíbulas afiadas.
Quanto às palavras-aranhas, viviam entre o estômago e os pulmões. Aí, aprisionavam os órgãos na sua teia, apertavam-nos e faziam-nos dançar, cortando-lhe o folgo.

As palavras-escorpiões eram palavras ligadas a uma acção, como "prato partido", "pontapé numa cadeira" ou "bofetada". Palavras-aguilhão acompanhadas de dor.

Na parede em frente da cama, Marta havia pendurado uma velha folha de calendário. Era uma paisagem de montanhas e neve, ao fundo da qual havia uma cabana de madeira como as dos contos de fadas. Tinha sido o avô a dar-lhe aquela fotografia.


- Quando não souberes para onde ir- dissera-lhe -, refugia-te na paisagem. Caminha pela neve e respira. Depois, entra na cabana e fecha-te lá dentro.

As palacras do avô eram muito diferentes das palavras da fita-de-lixo. Não eram palavras-setas, palavras-pedrada-na-cara. Em vez de fecharem as portas, abriam-nas. Foi ele que lho declarou um dia, quando estavam sentados num banco do parque.

- Sabes por que é que as pessoas se aborrecem? - perguntou, à queima-roupa.

- Não.

- Porque não vêem as portas.

- Quais portas?

- As que estão escondidas por aí.

- Por aí, onde?

- No ar, à nossa volta, nas casas, nas paisagens, nas estações de autocarros, na barriga das pessoas. Se souberes abrir as portas, nunca mais estarás triste.

Compreendera então que as palavras do avô eram palavras-chave. Iam sempre à frente, explorando o espaço e transformando uma coisa noutra.

Palavras-chave e palavras-manta, palavras tépidas para adormecermos sossegados debaixo delas, como anõezinhos mimados da Branca de Neve.".