quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

LEITURAS

"Tive uma infância citadina. Acordava no meio do cimento e ia para a escola, atravesando o cimento. A única natureza que me era dado conhecer eram os buxos poeirentos e malcheirosos de alguns jardinzitos, os pombos que arrulhavam nas varandas, sujando tudo, as formigas que invadiam a cozinha por alguma fenda misteriosa.
A natureza não estava à minha volta, estava dentro de mim. Fazia-me falta. Sentia-me como um animal a quem tivesem arrancado uma pata. Não sabia qual tinha sido, mas era importante. Não servia para comer, dormir, respirar, mas para escolher uma direcção e percorrê-la até ao fim. A sintonia do universo com os humanos era bastante escassa. À minha volta, falava-se uma língua que eu não conseguia entender, mas percebia que as folhas, as pombas e os cães tinham qualquer coisa importante a dizer-me.
A desilusão com os adultos provinha também daí. Se eu perguntava, apontando para um melro "o que é isto?", respondiam-me "é um pássaro". E ouvia a mesma resposta, se apontava para um pardal. As árvores tinham igual sorte. A tília e o carvalho eram apenas troncos com ramagens e os seixos eram apenas seixos. Quando eram maiores, passavam a ser pedras, e era tudo.
Na aula, éramos trinta. Só raparigas, como as árvores são só árvores. Todavia, eu tinha orelhas de abano, era loura e chamava-me Susanna; a minha colega de carteira era morena, de orelhas pequenas e graciosas e chamava-se Fiorella.
Porque seria que as árvores não tinham nomes? Porque é que os pássaros também não tinham? Em suma, o que significava não ter nome?".


Extraído do livro "Cada Palavra é uma Semente" de Susanna Tamaro

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

APRENDI....


Aprendi....que ninguém é perfeito
enquanto não te apaixonas.

Aprendi....que avida é dura
mas eu sou mais que ela!!

Aprendi que...as oportunidades nunca se perdem
aquelas que desperdiças... alguém as aproveita

Aprendi que...quando te importas com rancores e amarguras
a felicidade vai para outra parte.

Aprendi que...devemos sempre dar palavras boas...porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.

Aprendi que...um sorriso é uma maneira económica de melhorar o teu aspecto.
Aprendi que... não posso escolhercomo me sinto...
mas posso sempre fazer alguma coisa.

Aprendi que...quando o teu filho recém-nascido
segura o teu dedo na sua mão
têm-te preso para toda a vida

Aprendi que...todos,todos querem viver no cimo da montanha...
mas toda a felicidade está durante a subida.

Aprendi que... temos que gozar da viagem
e não apenas pensar na chegada.

Aprendi que...o melhor é dar conselhos só em duas circunstancias...
quando são pedidos e quando deles depende a vida.

Aprendi que...quanto menos tempo se desperdiça...
mais coisas posso fazer.
(e-mail)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

PRECISO...

... preciso novamente dum ombro amigo para encostar a minha cabeça e deixar as lágrimas correrem, sem dizer nada... só encostar a cabeça... Preciso do conforto dum abraço para me ajudar a suportar o peso das minhas mágoas, vendo correr o tempo e vendo-te, minha irmã, afastares-te de mim até que um dia te alheies completamente de tudo e de todos. Até da tua "menina".... O dia chuvoso, cinzento e triste faz com que a minha alma se banhe em pranto, chorando a impotência de fazer o tempo voltar atrás. Ainda sabes quem sou e rejubilas com a minha presença; ainda olhas em meus olhos e, como sempre,adivinhas os meus sentimentos. Não há risos que te enganem! Viste-me nascer! Conheces-me por fóra e por dentro e ainda me seguras nas mãos e transmites-me a força do teu amor. Mas o tempo é impiedoso e a doença não perdoam... Hoje ainda te tenho mas.... até quando?... Fica mais um pouco, minha irmã... Não quero ficar sem ti!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009