terça-feira, 31 de janeiro de 2006

IMPRESSÃO DIGITAL

MONET - Waterlilies




Os meus olhos são uns olhos,
e é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não veêm escolhos nenhuns!

Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns veêm luto e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns veêm pedras pisadas,
mas outros, gnomos e fadas
nun halo resplandecente.

Inútil seguir, vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moínhos
D. Quixote vê gigantes.

Vê moínhos? São moínhos.
Vê gigantes? São gigantes.



António Gedeão

domingo, 29 de janeiro de 2006

UM SORRISO E UMA FLOR



Nada melhor para amenizar um dia cinzento de Inverno do que um sorriso e uma flor!


Passem um bom Domingo e tenham uma óptima semana.

E, como complemento:



NUNCA DESANIME


Se todos os seus esforços para conseguir algo, não forem reconhecidos e ainda são olhados com indiferença, não desanime...

Lembre-se que, também o sol ao nascer proporciona o maior espectáculo da Natureza e, no entanto, a maioria da plateia continua a dormir.



Do Livro "Momentos de Reflexão"







sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

HOMENAGEM A MOZART

Foto de Mozart em criança

M o z a r t (1756-1791)


Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em Salzburgo a 27 de janeiro de 1756. Seu nome de batismo era Johannes Chrisostomus Wolfgang Theophilus Mozart. Mas posteriormente, trocou o prenome Theophilus para Amadeus. Foi um dos mais espantosos exemplos de precocidade na história da arte: desde os três anos de idade revelou excepcional aptidão para música, estudando cravo com seu pai, Johann Georg Leopold Mozart (1719-1787), compositor e violinista.

Na universidade de Salzburgo, em 1761, apresentou-se ao público pela primeira vez. Aos seis anos, Mozart compôs seu primeiro minueto para piano. O pai compreendeu o benefício que podia tirar desse pequeno prodígio, assim como Nannerl, irmã de Mozart, cinco anos mais velha do que ele. Levou-os então para várias viagens a fim de exibi-los, primeiro à corte imperial de Viena, depois a diversas cidades européias e finalmente a Paris, onde Mozart provocou grande entusiasmo. Na França, viu editadas suas primeiras obras: sonatas para violino (1763). Em Londres, onde o jovem interpretou o cravo, compôs uma série de sinfonias, árias e sonatas. Demoraram-se um ano e meio, ali conhecendo J.C.Bach, que exerceria influência sobre as suas obras juvenis.

Em novembro de 1767, regressou à Salzburgo, sendo recebido na corte de Viena em 1768, onde o imperador José II lhe pediu que escrevesse uma ópera e a dirigisse: aos doze anos Mozart compôs sua primeira ópera bufa, A fingida simples KV 51. Apesar da oposição dos musicistas rivais, a ópera foi executada em Salzburgo, em 1769. Representou ainda a opereta alemã ‘Bastien und Bastiene’ KV 50.

Aos dezesseis anos já tinha composto quase 200 obras em todos os gêneros! Conseguiu o título de maestro de concertos do arquiduque de Salzburgo e em 1769 viajou para a Itália, onde passou dois anos percorrendo Milão, Roma e Nápoles. As estréias de suas óperas se sucederam com um sucesso rotundo e crescente.

Voltou em 1773 à Salzburgo, onde compôs quatro novas sinfonias, e em Viena esteve sob a influência de Haydn, a quem dedicou, mais tarde, seis quartetos para cordas. Em Salzburgo, suas relações com o tirânico arcebispo Colloredo tornaram-se tensas. Viajou a Paris e em 1778 a Mannheim, em companhia de sua mãe. É dessa época o seu amor, depois rejeitado, por Aloysia Weber, que conhecera na Alemanha.

Em 1779, alguns meses após a morte de sua mãe, retornou à Salzburgo, assumindo o posto de organista da corte, mas em 1781 veio o rompimento definitivo com Colloredo, aristocrata soberbo que o tratava como a um criado.

Em 1781 Mozart se estabeleceu em Viena e no ano seguinte casou-se com Constanze Weber, irmã de Aloysia. Vivia como artista livre. Aí conheceu seus dois principais libretistas, o padre Da Ponte e o comediante Schikaneder. No mesmo ano, entrou para a loja maçônica de Viena.
Nesses dez últimos anos de vida compôs as suas maiores obras para o palco e parte importante de sua música instrumental. A ópera As bodas de Fígaro entusiasmou os habitantes de Praga, que a aclamaram em 1786. A Praga também coube a honra, no ano seguinte, de emitir os primeiros aplausos para ópera Don Giovanni. Mas essa obra não obteve êxito em Viena, graças à má vontade do diretor da Ópera, Salieri.

À medida que trabalhava com maior afinco na busca da perfeição, Mozart vivia em dificuldades: seu matrimônio naufragava, os filhos morriam prematuramente, dívidas, desprezo e incompreensão para o músico e para o homem. Obrigado a trabalhar, incessantemente, pois suas produções jamais lhe renderam para que pudesse viver sem preocupações financeiras, teve sua saúde bastante prejudicada. O casal vivia da generosidade de uns poucos amigos e só em 1787 lhe foi concedida, pelo imperador José II, uma pensão anual como compositor da corte, posto ocupado antes por Gluck.

Tentou sua última desesperada turnê por Dresden, Potsdam e Leipzig, onde ouviu os coros de São Thomas cantar obras de J.S.Bach. Em Berlim, conseguiu um pouco de dinheiro e criou Assim fazem todas (1790). No ano de sua morte, um prematuramente envelhecido Mozart é testemunha das estréias de A flauta mágica, ópera fantástica que contém as suas árias mais admiradas; e A clemência de Tito, outro trabalho de excepcional qualidade musical. Nesta época, recebeu a visita de um misterioso personagem (que mais tarde foi identificado como sendo o mordomo do conde Walsegg) que o incumbiu de compor uma missa Requiem. Pobre e já muito doente, trabalhava nesta missa, quando sofreu um ataque de paralisia, vindo a morrer no dia seguinte, no dia 6 de dezembro de 1791, em Viena, sem ter terminado o Requiem.

Sua morte foi atribuída a uma série de causas, inclusive à ingestão de veneno, que teria sido administrado pelo compositor rival, Antonio Salieri.

O seu enterro estava sendo acompanhado por poucos amigos, quando caiu violenta tempestade que os dispersou. Mozart teve um funeral de terceira categoria e foi enterrado numa fossa comum, com uma dúzia de cadáveres de indigentes. Não houve monumento nem lápide. Dez anos depois, a viúva voltou ao cemitério (ouvira dizer que as valas comuns permaneciam intactas, apenas por sete anos), mas os restos do imortal compositor não haviam sido respeitados. Hoje nem se sabe o lugar exato onde foi sepultado. Seus restos mortais desapareceram e o crânio conservado no Mozarteum de Salzburgo certamente não é seu.



Informação retirada da Net

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

ANTES QUE TU CHEGUES...


......Como uma sombra, silenciosa, passeio-me pela tua casa. Revejo cada canto, revivo cada momento. Sinto o teu cheiro, lembro o som do teu riso e o brilho do teu olhar...


Este foi o nosso pequeno mundo. Aqui aprendi o que é o amor. Aqui provei o gosto que tem a felicidade.




Sento-me e abandono-me às recordações. Deixo que me invadam, devagarinho, até que me preencham a alma...

Tiraste-me da tua vida mas não saíste do meu coração.

Levanto-me e regresso do meu sonho, antes que tu chegues e não me vejas...

domingo, 22 de janeiro de 2006

CANÇÃO EXCÊNTRICA

Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
projecto-me num abraço
e gero uma despedida.


Se volto sobre o meu passo,
é já distância perdida.


Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
- saudosa do que não faço
- do que faço, arrependida.



Cecília Meireles

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

OI, AMIGOS...

E a mim ninguém diz nada?...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

TEREI OUVIDO BEM?.....




Clara?!.... Quem é que falou em mim?

Ah, foi esse vira-latas, eu logo vi! Mas quem é que o chamou aqui? Já vou perguntar à minha dona, porque isto não me está a cheirar bem... Era só o que faltava vir um intruso qualquer a fazer de conta que é o rei cá do sítio. EU, EU é que sou a CLARA ,a cadela com mais pinta cá do bairro! Além disso eu já tinha aparecido por aqui . Como é que está a minha dona?...
Olhem, agora anda um bocadinho melhor de aturar, mas sempre com muito frio. As mulheres são muito complicadas, continuo a dizer...
Olhem para mim. Ando sempre com a mesma roupa e não me queixo! Gosto de vir até ao quintal apanhar um bocadinho de sol, fazer o meu xi-xi e depois espero que me venham buscar. Lá em cima tenho uma cama à maneira, bem quentinha...
Sabem, ando a fazer-me ao resto da sopa... Pode ser que tenha sorte e a juntem à ração... Não tenho razão de queixa... ela até me trata bem...
Ando é a sentir-me um bocado só. Gostava de ter um namorado. Esse?! Nem pensar!!! Para mim tem de ser um cão com muita pintarola!...


Bem, como não quero ficar atrás desse pilantra, desejo-vos também bom dia e uma semana alegre.

Uma lambidela da

Clara
Vejam a "cara" do fulaninho de baixo...

PARA COMEÇO DE SEMANA

Foto de 1000 Imagens
Ora então muito bom dia!

Não, eu não sou a Clara...







sábado, 14 de janeiro de 2006

AVÔ JOÃO

Foto do Tozé




Quando arrumava aquela gaveta, entre o espólio das minhas recordações encontrei esta foto e detive-me a olhá-la.


Eu era criança e estava na praia com o meu avô João. As recordações dos momentos mais felizes da minha vida estão todas ligadas a esse fiel companheiro das minhas brincadeiras e aventuras. Sempre disponível, sorridente e com uma paciência enorme para responder a todas as minhas perguntas: "Avô, de que é feita a areia?".


E construía castelos onde habitavam gigantes. Castelos que caíam derrubados pelo embate das ondas... E eu ria!...


E eu não sabia que a vida é como a areia que escorre por entre os nossos dedos e que os nossos sonhos são desfeitos pelo desgaste do tempo ou pela maldade de quem não gosta de nos ver sonhar...


Avô João, tu sabias e não me disseste porque ainda não era tempo... Mas agora o tempo chegou...


Que falta me fazes, avô João!...

PORQUÊ?!


Novamente aquele sentimento incómodo invade o meu espaço e encosta-me à parede, tomando todo o meu corpo até ao desespero.

De dentro do meu peito saiem gritos sufocados pelas cinzas dos meus sonhos mais queridos enquanto me debato, quase sem forças, contra o invasor.

Nada mais consigo pensar, mas nada pensando, dentro de mim repete-se vezes sem conta a mesma interrogação: PORQUÊ?! PORQUÊ?!...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

JOÃOZINHO, O TERROR DOS SETÔRES

Durante a aula de Ciências, a professora diz:
- Anotem a lição de casa, meninos: vocês vão ter de pesquisar o habitat natural das 70 espécies de animais que estão na página 20. Também vão ter de dizer qual o país deorigem de cada animal, quais seus predadores, suas presas, seus costumes e fazer uma redacção sobre cada um.
E continuou:
- Falando em animais, Marta, o que dão as ovelhas?
- Lã, professora.
- Muito bem! Pedrinho, o que dão as galinhas?
- Ovos, fêssora.
- Parabéns! Joãozinho, o que dão as vacas?
- Trabalhos de casa.


Esta é "fresquinha"... Chegou há pouco à minha caixa do correio.

OI...BOM FIM DE SEMANA!


Sem inspiração para escrever e com muito frio, não quero deixar de vos desejar um óptimo fim de semana.
Beijinhos...

ACERCA DO TEMPO

Olhando à minha volta, tenho muitas vezes a impressão de que, para muitas pessoas, o tempo da vida se parece com um grande armário cheio de gavetas que elas têm de encher o mais depressa possível.

O tempo, com a sua vacuidade, gera ansiedades dificilmente controláveis.

"Não, hoje não, amanhã, também não. Talvez na semana que vem, mas não sei. É difícil conseguir arranjar tempo.".

Quantas vezes ouvimos conversas deste género?

Estamos no tempo, mas não temos tempo.

Temos de correr, andar, fazer coisas, ver pessoas, adquiririr talentos cada vez mais novos para calar o rumor dos dias, dos meses, dos anos que vão passando e que não podemos deter de forma alguma.

Depois, um instante antes de morrermos, talvez vejamos num lampejo a nossa vida e, ao vê-la, aperceber-nos-emos de que os únicos instantes verdadeiramente nossos, verdadeiramente cheios, foram aqueles em que pudemos ter "perdido tempo" para contemplar uma flor, a forma de uma árvore, ou acariciar a cabeça de uma criança que ia a passar ao nosso lado.




Excerto do livro "Cada palavra é uma semente" de Susanna Tamaro




terça-feira, 10 de janeiro de 2006

DESCUBRA A PEÇA QUE LHE FALTA

Perante o que é evidente, no dia-a-dia, cada vez estou mais convicto que andamos cá com uma peça a menos. A Natureza pregou-nos esta partida. Daí estar tão enraizado, o secular e popular chavão: "Ninguém é perfeito".

É óbvio que, a Natureza quis tentar a nossa capacidade, ao colocar no mundo cada um, com uma imperfeição muito sui generis.

Mas o que se verifica é uma lamentável falta de capacidade para responder a esse desafio da Natureza. Quando se constata que as pessoas altamente consideradas acabam, mais tarde ou mais cedo, por evidenciar a falta da tal peça que lhes daria a estatura do ser perfeito.

Deste modo, alguns, se prometessem menos e cumprissem mais; muitos se optassem pela verdade, em vez da mentira; quantos se escolhessem a via da bondade, em vez da maldade; outros, se recorressem à delicadeza, em vez da grosseria; muitos, se tivessem como guia o trabalho, em vez da inutilidade; quantos, se fossem íntegros, dignos, solidários, exemplares, em vez de supérfluos, sem carácter, indiferentes e dando maus exemplos; muitos...

Se notassem tais defeitos - a falta da tal peça - , poderiam repará-los, contrariando-os pela força do hábito. E como sabemos o hábito é uma segunda Natureza.




Nunes dos Santos
Livro " Momentos de Reflexão"

domingo, 8 de janeiro de 2006

QUE C'EST TRISTE VENISE

Veneza - 31/12/2005
Que c´est triste Venise
Au temps des amours mortes
Que c´est triste Venise
Quand on ne s´aime plus
On cherche encore des mots
Mais l´ennui les emporte
On voudrais bien pleurer
Mais on ne le peut plus
Que c´est triste Venise
Lorsque les barcarolles
Ne viennent souligner
Que des silences creux
Et que le cœur se serre
En voyant les gondoles
Abriter le bonheur
Des couples amoureux
Que c´est triste Venise
Au temps des amours mortes
Que c´est triste Venise
Quand on ne s´aime plus
Les musées, les églises
Ouvrent en vain leurs portes
Inutile beauté
Devant nos yeux déçus
Que c´est triste Venise
Le soir sur la lagune
Quand on cherche une main
Que l´on ne vous tend pas
Et que l´on ironise
Devant le clair de lune
Pour tenter d´oublier
Ce qu´on ne se dit pas.
Adieu tout les pigeons
Qui nous ont fait escorte,
Adieu Pont des Soupirs
Adieu rêves perdus...
C´est trop triste Venise
Au temps des amours mortes
C´est trop triste Venise
Quand on ne s´aime plus.




Charles Aznavour

LINDO!...


Foto tirada em Florença a 29/12/05
Gostava de lá ter estado também. Nunca assisti a um espectáculo destes!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006


Vamos cantar as janeiras...

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

MULHER

"Pode até ser difícil deixar uma mulher sem palavras. Mas não é impossível. Para a mulher, o amor significa muito mais do que um sentimento. Ele é a própria alma. Passional, é capaz de derreter até o mais gelado dos corações. A mulher é movida a emoção. Basta estar apaixonada, e uma simples brisa se transforma em um turbilhão de emoções.O amor é uma arte que surgiu na humanidade no instante em que nasceu a primeira mulher. Beijar uma mulher apaixonada é embarcar em um cometa e rodopiar nas estrelas. Impossível é uma palavra que não existe no dicionário feminino. Para satisfazer seus desejos, uma mulher é capaz de dar a volta ao mundo. Para as mulheres, a vida pode até ter reviravoltas. Contanto que tudo termine como começou: em um delicioso beijo. Uma coisa é unânime entre as mulheres: elas sabem como deixar um homem em órbita. A mulher vive milhões de emoções num único momento e transmite num único olhar. Alegria: substantivo feminino que dá sentido à vida e é capaz de tirar do sério qualquer sujeito. Não há quem traduza o sentimento de um homem que acabou de descobrir o verdadeiro significado do amor de uma mulher. Mulher é para ser amada, acariciada, seduzida, cheirada, lambida, saboreada, cavalgada. Estrela maior em nossa vida. Feliz do homem que entende a alma feminina. A natureza a fez com suaves recantos e inebriantes perfumes. Nasceu do amor, se fez pelo amor e se dar por amor. Mulher é para ser beijada, acariciada de dia, de noite, na rua, no quarto, no amor. Não se nasce mulher, torna-se."



Achei este texto tão bonito que não resisti e copiei-o... Agora venho esclarecer que pertence a Terragel do Blog Complexogel (http://www.complexogel.blogspot.com ). As minhas desculpas...