quarta-feira, 28 de março de 2007

A PRIMAVERA...



As crianças são sempre verdadeiras!...

segunda-feira, 26 de março de 2007

QUANDO TU TE AUSENTAS

Na solidão que chega e me domina,
Quando de ti distante a sós me vejo:
A tua boca ardente - em sonhos - beijo;
Todo o meu corpo sobre o teu se inclina.

Pois tua ausência, embora passageira,
Me traz angústia, desespero e tédio...
Busco encontrar no verso o meu remédio,
Mas minha inspiração foge ligeira.

Tudo é vazio, sem sentido e triste...
E quando sinto que já não resiste
Meu coração, pego o violão e canto...

Mas não consigo prosseguir cantando,
Pois ao cantar... de ti vou me lembrando,
E a minha voz não sai, sai o meu pranto.


- Sá de Freitas -

domingo, 25 de março de 2007

SABER VIVER




Não sei... Se a vida é curta

Ou longa demais pra nós,

Mas sei que nada do que vivemos

Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

Colo que acolhe,

Braço que envolve,

Palavra que conforta,

Silêncio que respeita,

Alegria que contagia,

Lágrima que corre,

Olhar que acaricia,

Desejo que sacia,

Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,

É o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela

Não seja nem curta,

Nem longa demais,

Mas que seja intensa,

Verdadeira, pura...

Enquanto durar.







Cora Coralina


sábado, 24 de março de 2007

SONHOS

Há sonhos semelhantes às bolas de sabão...

quarta-feira, 21 de março de 2007

PRIMAVERA

É Primavera agora, meu Amor!
O campo despe a veste de estamenha;
Não há árvore nenhuma que não tenha
O coração aberto, todo em flor!

Ah! Deixa-me vogar, calmo, ao sabor
Da vida... não há bem que não nos venha
Dum mal que o nosso orgulho em vão desdenha!
Não há bem que não possa ser melhor!

Também despi meu triste borel pardo,
E agora cheiro a rosmaninho e a nardo
E ando agora tonta, à tua espera...

Pus rosas cor-de-rosa em meus cabelos...
Parecem um rosal! Vem desprendê-los!
Meu Amor, meu Amor, é Primavera!


Florbela Espanca

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Escolhi este soneto para celebrar o início da Primavera; o Dia da Poesia e o Dia da Árvore.

terça-feira, 20 de março de 2007

POEMA PARA A TUA PARTIDA


Se digo o teu nome,
cem pássaros verdes, todos verdes,
se perdem no espaço de solstício.
Um pássaro disperso talvez pouse
no oásis rubro de teus lábios
e se alimente de beijos esquecidos.
As águias das manhãs
devoram tua presença
que constrói ninhos em meus ombros,
com fios de noites.


Nas amplidões noturnas,
os astros te inventam.
Desces liqüefeita de espaços
e inundas, num dilúvio, o pensamento.
Há um pássaro,
olhos de sal, plumagem de brumas,
que cortando a distância do teu céu
será minha solidão.


Nei Leandro de Castro

sábado, 17 de março de 2007

terça-feira, 13 de março de 2007

QUE ESPANTO DE IGREJA CATÓLICA

POSIÇÕES Esta Igreja Católica é um espanto! Nega participar no funeral de um doente amarrado a uma cama, sem esperança de recuperação mínima de saúde (caso da eutanásia de Piergiorgio, em Itália). Participa, com pompa e circunstância, no funeral de um assassino, que dá pelo nome de Pinochet, cujas vítimas nunca aparecerão na totalidade.(...) Cristo tem alguma coisa a ver com esta gente?

Telmo Vieira

Texto retirado do Jornal Metro, de 12 de Março de 2007

sábado, 10 de março de 2007

E ESTA, HEIM?!...

Bom Domingo!

quarta-feira, 7 de março de 2007

MULHERES


Charles Muench
Lost in the Thought


Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta
quando acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.

Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversário ou um novo casamento.




Pablo Neruda


Uma forma de comemorar o Dia Internacional da Mulher - 8 de Março

domingo, 4 de março de 2007

AMOR,QUANTOS CAMINHOS ATÉ CHEGAR A UM BEIJO


Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações
tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos.



Pablo Neruda

quinta-feira, 1 de março de 2007