quinta-feira, 27 de abril de 2006

HOJE DEU-ME PARA ISTO...

Diz-se que uma vez
Uma carochinha
Achou cinco réis
Varrendo a casinha.

Julgando-se rica
Toda se enfeitou
E p'ra haver marido
P´ra janela foi.

Quem se quer casar
Com a carochinha
Que já não é pobre
E é bem bonitinha?

O porco que passa
Enleado está.
- Que comes tu, porco?
- Do que Deus me dá!

Passa fora, porco
Que a ti não te quero
Pois melhor marido
Do que tu, espero!

... E passou o cão, mais o gato... até que chega o rato.

E o rato que passa
Enleado está
- Que comes tu, rato?
- Do melhor que há!

Vem cá, meu ratinho,
Que eu mais ninguém quero.
Que esposo melhor
Do que tu não espero!

E os dois vão à missa e Dona Carocha dá por falta do leque... e começam os preconceitos...

Que dirá de nós
Este Zé-Povinho?
Vai p'lo leque a casa
Qu'rido maridinho.

E o João Ratão lá foi e aquele cheirinho do feijão cozido com carne (creio que era feijão...), entrou-lhe pelas narinas ...uhm.... que tentação...

João Ratão, em casa
Foi ao caldeirão
Provar o jantar
Como bom glutão.

Já se pressente o drama à distância...

E tanto o glutão
Do jantar provou,
Que dentro do tacho
Cozido ficou!

Também, que exagero, podia ser uma panela pequena, mas não, tinha de ser um caldeirão! Coitado do João! Quem o mandou ser comilão? E Dona Carochinha ficou viúva!

Uma vez em casa
Dona Carochinha
Soube que ao marido
Sucedido tinha.

Imaginem que espectáculo! O Ratão a temperar a sopa! Que horror!!!

Viu-se então que a triste
Tinha coração,
Pois morreu ,chorando
P'lo seu João Ratão!

Finalmente, a pobre morreu de desgosto... e talvez de remorsos... Se ela não fosse vaidosa e preconceituosa, nada disto tinha acontecido. Pronto, eu sei! Quem o mandou ser guloso?!

Moral da história........

Hoje deu-me para isto...podia dar-me para pior!

domingo, 23 de abril de 2006

"QUANDO EU ERA CRIANÇA"

Quando eu era criança, bem novinho, meu pai comprou o primeiro telefone da nossa vizinhança. Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava na cômoda da sala. Eu era pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo fascinado enquanto minha mãe falava com alguém. Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal. O nome dela era "Uma informação, por favor" e não havia nada que ela não soubesse. "Uma informação, por favor" poderia fornecer qualquer número de telefone e até a hora certa.
Minha primeira experiência com esse gênio-na-garrafa veio um dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho. Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati em meu dedo com um martelo. A dor era terrível mas não havia motivo para chorar, uma vez que não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia. Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido até pensei: o telefone!

Rapidamente fui até o porão, peguei uma pequena escada que coloquei em frente à cômoda da sala. Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido. Alguém atendeu e eu disse "Uma informação por favor". Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu ouvido. "Informações". "Eu machuquei meu dedo...", disse, e as lágrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência. "A sua mãe não está em casa?", ela perguntou. "Não tem ninguém aqui...", eu soluçava. "Está sangrando?" "Não", respondi. "Eu machuquei o dedo com o martelo, tá doendo..." "Você consegue abrir o congelador?", ela perguntou. "Eu respondi que sim." "Então pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo", disse a voz.

Depois daquele dia, eu ligava para "Uma informação, por favor" por qualquer motivo. Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me ensinou onde ficava a Philaddelphia. Ela me ajudou com os exercícios de matemática. Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque deveria comer nozes e frutinhas. Então, um dia, Petey, meu canário, morreu. Eu liguei para "Uma informação, por favor" e contei o ocorrido. Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que está crescendo. Mas eu estava inconsolável.
Eu perguntava: "Por que é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola? Ela deve Ter compreendido a minha preocupação, porque acrescentou mansamente. "Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode cantar também..."
De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor.

No outro dia, lá estava eu de novo. "Informações.", disse a voz já tão familiar. "Você sabe como se escreve "exceção?" Tudo isso aconteceu na minha cidade natal ao norte do Pacífico.
Quando eu tinha 9 anos, nós nos mudamos para Boston. Eu sentia muita falta da minha amiga. "Uma informação, por favor" pertencia àquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho que ficava na nova cômoda na nova sala. Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca saiam da minha memória.

Frequentemente, em momentos de dúvida ou perplexidade, eu tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha naquele tempo.

Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil ao perder tempo atendendo as ligações de um molequinho. Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu avião teve uma escala em Seatle. Eu teria mais ou menos meia hora entre os dois vôos. Falei ao telefone com minha irmã, que morava lá, por 15 minutos.

Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o número da operadora daquela minha cidade natal e pedi: "Uma informação, por favor". Como um milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia tão bem, dizendo: "Informações." Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando: "Você sabe como se escreve Exceção?" Houve uma longa pausa. Então, veio uma resposta suave: Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul." Eu ri. "Então, é voce mesma!", eu disse. "Você não imagina como era importante para mim naquele tempo." "Eu imagino", ela disse. "E você não sabe o quanto significava para mim aquelas ligações. Eu não tenho filhos e ficava esperando todos os dias que você ligasse". "Eu contei para ela o quanto pensei nela todos esses anos e perguntei se poderia visitá-la quando fosse encontrar a minha irmã. "É claro!", ela respondeu. "Venha até aqui e chame a Sally." Três meses depois eu fui a Seatle visitar minha irmã. Quando liguei, uma voz diferente respondeu: "Informações." Eu pedi para chamar a Sally. "Você é amigo dela?", a voz perguntou. "Sou, um velho amigo. O meu nome é Paul." "Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas meio período porque estava doente. Infelizmente, ela morreu há cinco semanas." Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou: "Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paul?" "Sim" "A Sally deixou uma mensagem para você.

Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse.

Eu vou ler para você.

A mensagem dizia: "Diga a ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde a gente pode cantar também. Ele vai entender."

Eu agradeci e desliguei. Eu entendi...


Jaime Antonini
Porto Alegre - SP

***


Este texto foi-me enviado por e-mail . Obrigada, António.
Por ser tão belo pensei partilhá-lo convosco. Espero que gostem tanto quanto eu.

sábado, 22 de abril de 2006

DIA INTERNACIONAL DA TERRA


Porque hoje é o dia Internacional da Terra, deixo aqui a minha homenagem a este planeta azul tão maltratado:


BOLA AZUL


Eu vi a Terra
Em uma fotografia
Comparei com égua prenha
Dando cria em pleno céu
E alguém me disse
Que é aqui que a gente mora
Se é verdadeira essa história
Égua está amargando fel.
Igual à bela menina da vizinhança
Que está sofrendo amargura do bordel
Se isso é verdade
Eu sou seu filho
E não seu dono
Isso está tirando o sono
De homem simples como eu.

Bola azul
Terra mais nobre que o ouro
Estão te arrancando o couro
P'ra vender não sei para quem.
Bola azul
Estão te metendo o malho,
Te perdendo num baralho
Sabe lá, meu Deus, p'ra quem!

Mal comparando
Essa linda fotografia
Me parece inté Maria
Engravidada de Jesus.
E quando eu comparei
Com égua dando cria
É que me faltava a guia,
É que me faltava a luz.
Mas se é verdade
Que é aqui que a gente mora
Eu sempre cuidei muito bem
Disso daqui.
E além do mais
Sou lavrador,nunca fui dono
Nada vai tirar meu sono
Vou chorar mas vou dormir.

Bola azul,
Terra mais nobre que o ouro
Estão te arrancando o couro,
P'ra vender não sei p'ra quem.
Bola azul
Estão te metendo o malho,
Te perdendo num baralho,
Sabe lá, meu Deus, p'ra quem!


Canção de Fáfá de Belém



sexta-feira, 21 de abril de 2006

TALVEZ...

"Talvez eu venha a envelhecer rápido demais
Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.

Talvez eu sofra inúmeras desilusões no decorrer da minha vida
Mas farei com que elas percam a importância diante dos gestos de amor que encontrei.

Talvez eu não tenha forças para realizar todos os meus ideais
Mas jamais irei considerar-me um derrotado.

Talvez em algum instante eu sofra uma terrível queda
Mas não ficarei por muito tempo olhando para o chão.

Talvez um dia o sol deixe de brilhar
Mas então irei banhar-me na chuva.

Talvez um dia eu sofra alguma injustiça
Mas jamais irei assumir o papel de vítima.

Talvez eu tenha de enfrentar alguns inimigos
Mas terei humildade para aceitar as mãos que se estenderão em minha direcção.

Talvez numa dessas noites fras eu derrame muitas lágrimas
Mas não terei vergonha por esse gesto.

Talvez eu seja enganado inúmeras vezes
Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar alguém merece a minha confiança.

Talvez com o tempo eu perceba que cometi grandes erros
Mas não desistirei de continuar meu caminho.

Talvez com o decorrer dos anos eu perca grandes amizades.
Mas irei aprender que queles que realmente são meus verdadeiros amigos nunca estarão perdidos.

Talvez algumas pessoas queiram o meu mal
Mas irei continuar plantando a semente da fraternidade por onde passar.

Talvez eu fique triste ao concluír que não consigo seguir o ritmo da música
Mas então farei que a música siga o compasso dos meus passos.

Talvez eu nunca consiga enxergar um arco-íris
Mas aprenderei a desenhar um, nem que seja dentro do meu coração.

Talvez hoje eu me sinta fraco
Mas amanhã irei recomeçar, nem que seja de uma maneira diferente.

Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias
Mas terei a consciência que os verdadeiros ensinamentos já estão gravados em minha alma.

Talvez eu me deprima por não ser capaz de saber a letra daquela música
Mas ficarei feliz com as outras capacidades que possuo.

Talvez eu não tenha motivos para grandes comemorações
Mas não deixarei de me alegrar com as minhas conquistas.

Talvez a vontade de abandonar tudo se torne a minha companheira
Mas, ao invés de fugir, irei correr atrás do que almejo.

Talvez eu não seja exactamente quem eu gostaria de ser
Mas passarei a admirar quem sou. Porque no final saberei que, mesmo com incontáveis dúvidas, eu sou capaz de construír uma vida melhor.

E se ainda não me convenci disso, é porque como diz aquele ditado:

"Ainda não chegou o fim"

Porque no final não haverá nenhum "Talvez" e sim a certeza de que a minha vida valeu a pena e eu fiz o melhor que podia."

-Aristóteles Onassis-

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Porque todos estes sentimentos nos são comuns TALVEZ estas palavras nos sirvam de exemplo a seguir!

quinta-feira, 13 de abril de 2006

PÁSCOA



Para todos!

segunda-feira, 10 de abril de 2006

A TRADIÇÃO DO COELHO DA PÁSCOA


COELHINHO DA PÁSCOA


Tradicional e popularmente costuma-se dizer que é o coelhinho quem traz os ovos da Páscoa.Por isso, todos os anos, as crianças vão dormir na véspera do Domingo de Páscoa pensando nos lugares em que poderão procurar seus ovos.Coelho é um dos primeiros animais que saem das tocas ao chegar a primavera, após um longo inverno de recolhimento.Ora, no hemisfério norte, a Páscoa ocorre nos primeiros dias da primavera ( para nós que habitamos no hemisfério sul, a Páscoa é no outono ) e os coelhos logo se põem a correr pelos campos verdes, repletos de flores, dando, portanto, a idéia de renovação da vida, que parecia estar morta durante o inverno.O que mais interessa religiosamente, é que os coelhos são animais que reproduzem com extrema facilidade e em grande quantidade. Vem daí a identificação com uma vida abundante, um processo de restauração, um ciclo que se renova todos os anos.E é isto exatamente que se relembra na Páscoa: a Ressurreição de Jesus, que traz consigo um novo tempo de paz e de esperança a toda a humanidade.

COMO SURGIU A TRADIÇÃO DO COELHO?


A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas!


Inf.Net

quinta-feira, 6 de abril de 2006

PÁSCOA (II)

As Leis que regiam sua observância


Cada família devia escolher um cordeiro ou um cabrito sadio, de um ano. Ele era levado para dentro de casa no dia 10 do mês de abibe e mantido ali até o dia 14, e então era abatido e seu sangue era esparrinhado com um ramo de hissopo nas ombreiras e nas vergas das portas da casa em que o comeriam (não na soleira da porta, onde o sangue seria pisado).

O cordeiro (ou cabrito) era abatido, esfolado, suas partes internas eram limpas e recolocadas no lugar, e ele então era assado inteiro, bem passado, sem que se lhe quebrasse nenhum osso. (2Cor.35:11; Núm.9:12). Se a família fosse pequena demais para consumir o animal inteiro, então devia ser partilhado com uma família vizinha e comido naquela mesma noite. Quaisquer sobras deviam ser queimadas antes do amanhecer. (Êx. 12:10; 34:25) Era comido com pães não fermentados, "o pão de tribulação", e com ervas amargas, pois a vida deles fora amarga na escravidão. - Êx. 1:14; 12:1-11, 29, 34; De.16:3.



Enc.Estudo Perspicaz das Escrituras

sábado, 1 de abril de 2006

PÁSCOA (I)

A Páscoa foi instituída na noite que precedeu o Êxodo do Egipto. A primeira Páscoa foi celebrada por volta da época da lua cheia, no dia catorze do mês de abibe (mais tarde chamado nisã) do ano de 1513 AEC. Dali em diante deveria ser celebrada anualmente.(Ex.12:17-20, 24-27). Abibe (nisã) cai nos meses de Março-Abril do calendário gregoriano. A Páscoa era seguida de sete dias da Festividade dos Pães Não Fermentados, de 15 a 21 de nisã. A Páscoa comemora a libertação dos israelitas do Egipto e serem os seus primogénitos "passados por alto" quando Jeová destruiu os primogénitos do Egipto. Quanto à época do ano, caía no início da colheita da cevada.- Ex.12:14, 24-47; Lev.23:10.

Visto que para os judeus o dia começava após o pôr-do-sol e terminava no pôr-do-sol do dia seguinte, o dia 14 de nisã começaria após o poente. A Páscoa seria comemorada na noite após a conclusão do dia 13 de nisã. Visto que a Bíblia declara definitivamente que Cristo é o sacrifício da Páscoa (1Co.5:7) e que ele celebrou a refeição pascoal na noite antes de ser morto, a data da sua morte deve ser 14 de nisã, nã 15 de nisã, a fim de cumprir com exactidão o factor tempo retratado no tipo, ou sombra, fornecido na Lei - Heb10:1.


Informação retirada da Enc.Estudo Perspicaz das Escrituras