quarta-feira, 30 de abril de 2008

CONVIDEI O SOL

O sol assomou devagarinho à minha janela, com seu ar sorridente, traquina mas um pouco envergonhado... Sorri-lhe também, abri-lhe os braços, disse-lhe que era sempre bem-vindo e convidei-o a entrar. Sentou-se a meu lado, na minha cama. Eu estava feliz por ele estar ali, e ele também, por me ver feliz. Toda a natureza lá fora comungou do nosso sentimento: as aves que povoam o quintal, saltintando de galho em alho, deitando olhares travessos e até aventurando poisar no parapeito da janela em busca de migalhas de pão; as flores, abrindo as suas pétalas, tinham as cores mais garridas; os insectos zumbiam, de cá para lá, atarefados com o seu trabalho e os barcos deslizavam no rio, reflectindo-se nas àguas prateadas. Tudo estava feliz por causa do sol e eu também pois ele afugentou os meus fantasmas, aqueceu e purificou a minha alma. Quem não sentiu já isso?... Conversamos como dois bons e velhos amigos e assim permanecemos durante muito tempo. Quando chegou a hora do sol partir convidei-o a ficar. Então o sol passou a noite na minha casa.


terça-feira, 29 de abril de 2008

CRIANÇAS...









...o melhor do Mundo!...

Soltando a imaginação

uma menina dizia

em suave melodia

numa terna invocação:Eu sou a criança

eu sou o amor

eu sou a esperança

dum mundo melhor

Ajude-me a erguer

quando tropeço

com todo o carinho

que sempre mereço

Ensine-me a enfrentar

o mundo que avança

a trilhar meu caminho

com mais segurança!Eu sou o futuro...

Eu sou a esperança!

Isabel Correia da Silva Sousa

terça-feira, 22 de abril de 2008

HÁ NÚVENS...

...que, subitamente, pairam sobre nós sem sabermos de onde vêm nem porquê. Simplesmente deixam-nos o olhar toldado e uma interrogação sem resposta. A máscara, feita dum riso falso usada durante o dia, cai com a noite que se aproxima. A escuridão dispensa disfarces. A noite abre os braços e acolhe-nos sem fazer perguntas. Ao fim dum dia preenchido com a solidão, apetece o silêncio vazio, e deitar a alma a um canto. Nada mais apetece. Desça o sono, de mansinho, até nos desligar da realidade. Talvez possamos ter a ilusão da felicidade, apesar da vida passar lá fora.


Foto: tirada da minha janela

sexta-feira, 18 de abril de 2008

CHUVA...

Todo o dia cinzento e com chuva é um dia triste. Não consigo saber o que fazer nem onde estar. Choram os vidros das janelas com os pingos da chuva; choram as árvores, abanando a cabeça com o vento; choram os beirais dos telhados; chora o rio, lá ao fundo, todo pardacento; choram os pardais, por não poderem vir pedir-me pão; choram as andorinhas, arrependidas de terem vindo tão cedo; chora o melro do meu quintal, enquanto tenta cantar uma cantiga cujas notas soam a tristeza; choram as minhas flores, vergadas ao peso do vendaval. Irmanada com a natureza, chora a minha alma. Resta esperar que a tempestade ceda o lugar à bonança. Amanhã será um novo dia!

domingo, 6 de abril de 2008

PRECISO...


Preciso dum ombro para encostar a minha cabeça. Hoje a vida pesa-me. Os meus olhos estão sem lágrimas porque ficaram retidas no meu coração inundado de tristeza. Preciso dum ombro, porto seguro no mar da minha mágoa. Perante a minha impotência para estancar o desgaste do tempo naqueles a quem amo, sinto-me a rodopiar sobre o meu próprio ser e tenho medo de caír, de me perder. Como serei dentro de dez anos?... Assim?... Pior?... Sem querer, recordo as nossas brincadeiras de há muito tempo atrás: "Quando formos velhinhas vamos as duas, de braço dado, passear para a Baixa! Mas vamos ser sempre muito bonitas e limpinhas!" E ainda oiço o eco das nossas gargalhadas, como se esse tempo estivesse lá longe... muito longe... no infinito! Nessa altura eu ainda era a boneca de carne e osso que ela ajudou a criar. Nessa altura ela era a minha Mana Alice. Tudo o que ela fazia era perfeito, tudo o que tinha era bonito, e os meus olhos extasiavam-se, quase venerando tudo o que ela representava para mim. Passou tudo muito depressa. Hoje somos duas mulheres. Passamos pela experiência maravilhosa da maternidade. Até os nossos filhos nasceram no mesmo dia da semana, no mesmo mês e quase à mesma hora! Hoje somos duas mulheres e já percorremos muitos caminhos. Por ironia da vida, agora está ela a transformar-se na minha "menina". Talvez um dia tenha de ser eu a ajudá-la a reaprender coisas que aprendi com ela. Estes são os caminhos da vida...
Preciso dum ombro para encostar minha cabeça...


sexta-feira, 4 de abril de 2008

ROSAS DA HOLANDA


Na Holanda, as rosas multicoloridas foram lançadas em Novembro do ano passado na Hortifair, em Amsterdam, e são chamadas de Happy Rose ou de Rainbow Roses (Rosas Alegres ou Rosas Arco-íris).
Graças ao processo desenvolvido pelo produtor holandês, não há limite de cores para as pétalas de uma mesma rosa. Cada pétala pode ter uma coloração diferente. "O segredo não está em tingir as pétalas, mas fazer com que cada uma delas tenha uma cor diferente", reforça Michel de Graaff, da importadora Hozilia Flores, de Holambra, responsável por apresentar a novidade na Expoflora.
O processo é mantido em segredo. O importador revela, apenas, que a variedade de rosa mais usada no processo de coloração é a Vendela, de cor clara, meio creme. As rosas são colocadas em água, onde são dissolvidas diferentes substâncias. O líquido é absorvido pelo talo da flor como parte de um processo natural, alterando a cor das pétalas. E de acordo com as substâncias dissolvidas na água, as pétalas adquirem cores diferentes.