domingo, 31 de dezembro de 2006

ANO NOVO


Um brinde a todos os amigos que me têm acompanhado.
Divirtam-se!

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

DIA DE NATAL

Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros - coitadinhos - nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera, e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuzes enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamente voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra - lovado seja o Senhor! - o que nunca tinha pensado comprar.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãnzinha
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura, veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
António Gedeão


domingo, 10 de dezembro de 2006

QUANDO UM HOMEM QUISER



Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.
Com esta poesia de Ary dos Santos desejo a todos um feliz Natal.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

MAS QUE MOLEZA...


Ah....Unh....bsssss... que bom... este fim de semana vou descansar... (se me deixarem...)
Façam como eu, descontraiam!

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

domingo, 19 de novembro de 2006

RIFA-SE UM CORAÇÃO (quase novo)


Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu..."...não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".
Um idealista...Um sonhador...

Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.Tantas vezes provocado.Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente, contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:- "O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer".

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.




Clarice Lispector

sábado, 18 de novembro de 2006

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

JANELAS DA VIDA

Abra as janelas do seu coração e deixe a alma arejar! Sabe aquele cheiro de mofo que envelheceu e você nem deu conta?
Deixe que o vento leve para longe...
Livre-se também do ranço amargo de toda a mágoa e do rancor, faça uma boa limpeza na vidraça da janela do coração. Garanto que você enxergará melhor a vida lá fora...
Deixe a luz inundar tudo, apagar as marcas das decepções, as tristezas das derrotas, o vício de sofrer por sofrer e, acima de tudo, permita que o sol derreta o gelo da solidão...

Apaixone-se por um sorriso e sorria junto, ilumine as janelinhas dos olhos, atraia beija-flores, borboletas, vaga-lumes, ame a pessoa que o espelho reflecte todas as manhãs...

Escancare as janelas dos desejos e esbanje sonhos. Ninguém sonha em vão e também não é verdade que os sonhos fogem, as pessoas é que desistem, e eles morrem...

Alicerce seus desejos com bases solidas e construa dia a dia degraus para você chegar até à sua meta. Depois se aplauda, porque você conseguiu! Nisto reside o prazer...

Não permita que nenhuma sombra pesada amortalhe o sol, que nenhuma parede aprisione o vento e cale o som da vida. Jamais se transforme em órfão de luz...

Desenhe um horizonte além da sua janela, exagere nas cores e entremeie alegria entre folhas.

Floresça todos os campos que a sua vida alcança e depois vá além, muito além...


Exponha na janela toda a alegria de viver, mostre ao mundo um rosto luminoso, uma face sem rugas de preocupações, prontinha para ser acariciada, admirada e beijada...

Amplie a essência da ternura, semeie a brisa um gesto , uma frase doce ou um suspiro. Seguramente, alguma alma comovida escutará e devolverá o eco da sua voz...

Desvie seu olhar das coisas tristes e infelizes, transforme em oásis toda a aridez que aparecer, jorre venturas e aventuras em abundância através da sua janela...

Espalhe poeira dourada de sonhos além da janela, plante flores, colha encantamento. Permita que as sementes da felicidade se espalhem e contaminem toda a terra...

Refaça suas crenças, redima equívocos, culpas, regenere erros e falhas, distribua perdão. Valorize o melhor de cada pessoa e, principalmente, o melhor que existe em você...

Abra a janela da vida e seja pleno em cada coisa ainda que pareça pequena. Viva na forma adulta de ser criança, debruce-se na janela e não olhe a vida passar através dela...

Viva!

(E-mail recebido esta manhã)

Agora especialmente para si. Tenha um bom fim de semana!

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

UM CONTO PARA O FIM DE SEMANA


Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula: ele não perdeu o ritmo e sugeriu um longo ditongo oral, e quem sabe, talvez, uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta dela inteira. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal.Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria o gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou pela janela, e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
Agora, quem coloca ponto final sou eu. Ou melhor: coloco dois. Um, é para não perder a mania. Outro, é porque isso é um conto rápido, e não uma oração adjetiva explicativa.
(Autor desconhecido)

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

A......TCHIM!.... A......TCHIM!!!


Quem anda à chuva, molha-se. E também pode constipar-se... Mesmo assim não quis deixar de vos desejar um bom fim de semana. Logo agora que eu queria ir aproveitar os 30º previstos para o fim de semana, estou de molho! Isso... continuem a rir...

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

ISTO É QUE ME CHATEIA!...



Já um gajo não pode saír à rua sem ficar neste estado!!!
Tenham um bom fim de semana, se puderem sejam felizes, mas escusam de estar a rir, tá bem?...

terça-feira, 17 de outubro de 2006

************




Cansei-me de esperar por ti...
Uhmmm.... uhmmm... mas que so......no....

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

NÃO QUERO VER VOCÊ TRISTE




Roberto Carlos - Erasmo Carlos


O que é que você tem, conta pra mim
Não quero ver você triste assim
Não fique triste o mundo é bom
A felicidade até existe
Enxugue a lágrima, pare de chorar
Você vai ver, tudo vai passar
Você vai sorrir outra vez
Que mal alguém lhe fez, conta pra mim
Não quero ver você triste assim.

Olha, vamos sair
Hum... pra que saber aonde ir
Eu só quero ver você sorrir
Enxugue a lágrima, não chore nunca mais
E olha que céu azul, azul até demais
Esqueça o mal, pense só no bem
Que assim a felicidade um dia vem
Agora uma canção, canta pra mim
Não quero ver você triste assim.

terça-feira, 10 de outubro de 2006


Os dias, os meses, os anos escorrem, qual tinta, na tela do tempo colorindo a vida das mais variadas cores.

O tempo e a vida são espaços que percorremos, armazenando conhecimento, alegrias, tristezas, sonhos, desilusões, caminhando para um destino certo ou incerto, mas para uma meta que é comum a todos nós. Independente de como se começa, o percurso pode ser mais ou menos acidentado, mais ou menos feliz e é o sonho, que ainda conseguimos alimentar, que nos dá incentivo e força para seguirmos em frente. É entre o caír e o levantar que se percorre a estrada da vida.

O espelho é o reflexo do tempo e o nosso rosto o mapa da estrada que já percorremos. Nos olhos ficam marcadas todas as lutas.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

O MEU DESEJO


E um bom fim de semana!

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

HAJA ALEGRIA!


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segunda-feira, 25 de setembro de 2006

CHANSON D'AUTOMNE



Les sanglots longs
Des violons
De l'automne
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.

Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l'heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure

Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte.




Paul Verlaine

sábado, 23 de setembro de 2006

OUTONO

Toda a melancolia do Outono,
Que ao longe se pressente,
Está nestas folhas ao abandono
E neste amor sempre ausente.

A água cantante das fontes
Entoa um hino de amor,
Há poesia pelos montes,
Há mensagens em cada flor.

Na pálida luz da madrugada
A lua vai de novo adormecer
Surge o clamor duma alvorada,
E começa um novo dia a nascer.

Outono, tu tens tal magia,
Algo de misterioso e vago
E o passar de cada dia
Tem a quietude de um lago.


Foto 1000 Imagens

Leonor C.

domingo, 17 de setembro de 2006

EU TE AMO TANTO

"Le baiser de l'Hotel de Ville"
Robert Doiseau



Eu não me acostumo sem seus beijos
E não sei viver sem seus abraços
Aprendi que pouco tempo é muito
Se estou longe dos seus braços


E por isso eu te procuro tanto
E te telefono a toda hora
Pra dizer mais uma vez "te amo"
Como estou dizendo agora


Faço qualquer coisa nessa vida
Pra ficar um pouco do seu lado
Todo mundo diz que não existe
Ninguém mais apaixonado


Meu amor, você é minha vida
Sua vida eu também sei que sou
Cada vez mais juntos
Quem procura por você
Sabe onde estou


Olha, eu te amo tanto e você sabe
Sou capaz de tudo se preciso
Só pra ver brilhar a todo instante
No seu rosto esse sorriso.


Faço qualquer coisa nessa vida
Pra ficar um pouco do seu lado
Todo mundo diz que não existe
Ninguém mais apaixonado.


Meu amor, você é minha vida
Sua vida eu também sei que sou
Cada vez mais juntos
Quem procura por você
Sabe onde estou


Olha, eu te amo tanto e você sabe
Sou capaz de tudo se preciso
Só pra ver brilhar a todo instante
No seu rosto esse sorriso.


Roberto Carlos

terça-feira, 12 de setembro de 2006

UM TEMA INESGOTÁVEL : O AMOR



"- Creio que estou doente.
Colocou a pata sobre a testa e concluiu:
- Estou ardendo em febre...

Quando, ao caír da noite, voltava para sua cama - um velho trapo de veludo - olhou uma flor e nela viu reflectidos os rasgados olhos da Andorinha. Febril, foi ao lago beber àgua e na àgua também enxergou a Andorinha que sorria. E a reconheceu em cada folha, em cada gota de orvalho, em cada réstea de sol crepuscular, em cada sombra da noite que chegava.. Depois a descobriu vestida de prata na lua cheia para a qual miou um miado dolorido. Ia alta a noite quando conseguiu dormir. Sonhou com a Andorinha, era a primeira vez que ele sonhava havia muitos anos.

Devo concluír que o Gato Malhado, de feios olhos pardos, de escura fama de maldade, havia se apaixonado? Agora que ele e a Andorinha dormem, que só a Velha Coruja está acordada, permito-me filosofar um pouco. É um direito universalmente reconhecido aos contadores de histórias e devo usá-lo pelo menos para não fugir à regra geral. Desejo dizer que há gente que não acredita em amor à primeira vista. Outros, ao contrário, além de acreditar afirmam que este é o único amor verdadeiro. Uns e outros têm razão. É que o amor está no coração das criaturas, adormecido, e um dia qualquer ele desperta, com a chegada da Primavera ou mesmo no rigor do Inverno.".


Do livro O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
Pág. 61

Se ainda não leu este livro que é um verdadeiro hino ao amor escrito em linguagem infantil, leia. Vai ver que vale a pena ficar preso nesta magia. Em relação ao amor muito se poderá dizer. Pessoalmente, estou de acordo com o autor. E você, posso saber?

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

ALFAMA É LINDA!





Quando Lisboa anoitece
Como um veleiro sem velas,
Alfama toda, aparece
Uma casa sem janelas
Aonde o povo arrefece.


É numa àgua-furtada,
No espaço roubado à mágoa
Que Alfama fica fechada
Em quatro paredes de água!
Quatro paredes de pranto!
Quatro muros de ansiedade!
Que à noite fazem o canto
Que se acende na cidade.


Fechada em seu desencanto,
Alfama cheira a saudade!
Alfama não cheira a fado,
Cheira a povo, a solidão!
Cheira a silêncio magoado!
Sabe a tristeza com pão!
Alfama não cheira a fado
Mas não tem outra canção!
Poema de Ary dos Santos
Se ainda não conhecem, está na hora de fazerem turismo cá dentro e vão ver que não se arrependem. Alfama é linda!

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

COMPUTADOR EM GREVE


O meu computador está gravemente enfermo. Se eu desaparecer da circulação, a culpa é dele!

sábado, 2 de setembro de 2006

BOM FIM DE SEMANA!


Bom fim de semana! Cuidado com os "violetas"!

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

POESIA

“É esta a hora perfeita em que se cala
O confuso murmurar das gentes
E dentro de nós finalmente fala
A voz grave dos sonhos indolentes.


É esta a hora em que as rosas são as rosas
Que floriram nos jardins persas
Onde Saadi e Hafiz as viram e as amaram.
É esta a hora das vozes misteriosas
Que os meus desejos preferiram e chamaram.
É esta a hora das longas conversas
Das folhas com as folhas unicamente.
É esta a hora em que o tempo é abolido
E nem sequer conheço a minha face.”


Sophia de M. B.

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

UM HOMEM COM SORTE

No mês de agosto de 2001, Moshê (nome fictício), um bemsucedido empresário judeu, viajou para Israel a negócios.

Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresárioaproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquinadas ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém.O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria,Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha de tanto tempo.

Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu.

Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido,Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião. Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s. Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado. Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila. Certamente ele ainda estava na pizzaria. Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.

Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local. A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas. As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada. Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma. Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensanguentadas eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda.

Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército. Moshê procurou seu "salvador" entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele. Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida.O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava. Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado. Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida. Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momento, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo.

Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets. Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias. Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de NovaIorque. Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito "Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila ..."Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor.

Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001 Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade Center TwinTowers.


(Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand)


Recebi via mail e não resisti a colocar aqui pois, na realidade, este é um homem com muita sorte!

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

PARA TODOS...

Bom fim de semana!

Para aqueles que estão em férias, para os que ainda vão ter férias e para aqueles que gostariam de tê-las...

De qualquer modo, sorria sempre!

terça-feira, 22 de agosto de 2006

QUANDO EU NASCI

Quando eu nasci,
Ficou tudo como estava.


Nem homens cortaram veias,
Nem o Sol escureceu,
Nem houve Estrelas a mais...
Somente,
Esquecida das dores,
A minha Mãe sorriu e agradeceu.


Quando eu nasci,
Não houve nada de novo
Senão eu.
As núvens não se espantaram,
Não enlouqueceu ninguém...


P'ra que o dia fosse enorme,
Bastava
Toda a ternura que olhava
Nos olhos de minha Mãe...

- Sebastião da Gama-

Minha querida e saudosa Mãe, quem me dera ainda ser esta menina que adormecia, confiante, embalada em teus braços! Hoje sou "pequenina" e faz-me falta o teu beijo!

domingo, 13 de agosto de 2006

PAUSA...

Vou à procura de lugares mais frescos...

sábado, 12 de agosto de 2006

BOM FIM DE SEMANA

Bom fim de semana, sempre com um sorriso!
*
Um sorriso não custa nada e cria muito...Dura um só momento, mas sua lembrança perdura por toda uma vida...

Não se pode comprá-lo, pedi-lo emprestado ou roubá-lo...
E não tem utilidade enquanto não é dado!

Por isso, se no teu caminho encontrares alguém cansado demais para dar um sorriso, deixa-lhe o teu, com optimismo...

Pois ninguém precisa tanto de um sorriso quanto aquele que não tem mais sorrisos para oferecer...
(de autor desconhecido)

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

ADEUS

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquina
sem esperas inúteis.


Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.


Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.


Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.


Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.


Adeus.


(Poema de Eugénio de Andrade)

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

PARA DECIFRAR- Basta ir a comentários


Venham até aqui decifrar-me! Estou cheia de calor e lembrei-me de fazer esta gracinha!
Beijinhos para quem tiver a paciência de me aturar!

sábado, 5 de agosto de 2006

DE QUE SERÁ...


Ai... desculpem... mas sabe tão bem... Não, não é preguiça... é do calor! Ou será que é mesmo preguiça?... Ou será do calor?... Ou será calor e preguiça?... Unh.. já não sei... Deixem-me estar... unh...unh...unh... que bem que sabe...........

sábado, 29 de julho de 2006

SOMENTE..


... uma rosa e uma melodia, para todos os que por aqui passarem...


sexta-feira, 21 de julho de 2006

ISTO SÓ COMIGO!...

Talvez pensem que, com estes desabafos, sou exagerada ou tenho a mania da perseguição, mas não faz mal, não me importo.

Então escutem-me, deixem-me desabafar antes que estoire...

Com este calor horrível passo os dias a "destilar" e quando a noite chega só penso em descansar. Rima e até é verdade. Pois é... o pior é que "de boas intenções está o inferno cheio", sempre ouvi dizer. E o meu começa precisamente quando começam as minhas boas intenções de descansar. Na melhor das hipóteses, se já passou o carro do lixo e a canzoada cá do sítio, depois de ter ladrado a plenos pulmões, se aquietou, o meu descanso mantém-se até às duas da manhã. Sim... porque depois começa a dança...

Não sei o que se passa na cabeçorra do cão da vizinha da frente para passar o resto da noite a arrastar o prato de plástico, como um condenado arrasta as grilhetas. Por outro lado, a minha cadela, que também anda a sofrer de insónias, passeia-se pela casa batendo com as "sandálias" (entenda-se "unhas") pelo soalho. Isto quando não se lembra de protestar contra qualquer coisa e desata a ladrar. Aí temos o caldo entornado, que é o mesmo que dizer: adeus descanso!

Espero pelas seis horas da manhã e levanto-me porque já não aguento mais tanta "turbulência". A minha cabeça parece um melão amachuado... É verdade! Não sei se já vos aconteceu... Ao chegar à cozinha, onde vou buscar um bolinho porque já sinto o estômago pegado às costas, oiço o galo da vizinha das traseiras, tão rouco que até impressiona. As primeiras notas saiem todas fora de tom. Por fim, depois de alguns ensaios, lá consegue pôr cá fora a cantiga. Será que tambem sofre de insónias?... De seguida ouvem-se as rolas, os passarinhos, os pardais e outras coisas mais, tais como os autocarros, os automóveis e até o combóio de Chelas.

E a minha cadela dorme... E o cão da minha vizinha da frente dorme... E eu penso: isto só comigo... Sabem o que vos digo? Se quiserem um animalzinho para casa optem por um gato. É muito mais silencioso.

E pronto, acabei. Aproveito para vos desejar um óptimo fim de semana.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

AURORA BOREAL

Tenho quarenta janelas
nas paredes do meu quarto.
Sem vidros nem bambinelas
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do Sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a Via Láctea
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança
de quatro lados iguais,
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humildade,
e o silêncio, e a surpresa,
e o amor dos homens, e o tédio,
e o medo, e a melancolia.
e essa fome sem remédio
a que se chama poesia,
e a inocência, e a bondade,
e a dor própria, e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia,
e a viuvez, e a piedade
e o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo,
todos os risos e os choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes.

Oh janelas do meu quarto,
quem vos pudesse rasgar!
Com tanta janela aberta
falta-me a luz e o ar.


António Gedeão

segunda-feira, 10 de julho de 2006

A FOTO

Aqui eu tinha 19 anos. Era uma garota introvertida e cheia de sonhos como todas as jovens.

Gostava muito de tirar fotos mas para isso precisava de dinheiro. Como andava a estudar ele não abundava, como devem calcular. Tinha de fazer um mealheiro. Quando juntava o suficiente lá ia eu.

Um dos ídolos desse tempo era a Madalena Iglésias de quem eu vi uma foto que me fascinou. Estava com um vestido de renda escura que eu achei lindíssimo. Logo pensei tirar uma com um vestido semelhante, ou um que desse o mesmo aspecto. Mas não tinha nenhum. Então achei que um dos vestidos duma colega seria o ideal. Ela emprestou-mo mas, como era um pouco mais baixa, ele ficava-me por cima dos joelhos e, nessa altura, não se usava mini-saia. Mas não me atrapalhei. Vesti um casaco por cima, sem me lembrar que era a três-quartos… Penteei-me a rigor e tive o cuidado de revirar as pestanas, pois fazia questão de que se vissem. Estava pronta para a foto.

Esperei ansiosamente pelo dia em que ia buscá-la , mas não contava com a desilusão que me esperava. Mas onde estavam as pestanas que me tinham dado tanto trabalho? Tive de me conformar porque tudo o resto estava perfeito. Até o vestido!

Coisas da juventude!...

terça-feira, 4 de julho de 2006

MAIOR FOSSE O DIA... - 2ª. parte

Voltei à Escola, assisti a mais duas aulas, uma de inglês, onde um bocadinho ensonada, devido à noite mal passada e a fazer a digestão do almoço, o que me deu um certo quebranto… Quebranto?!... É assim que se diz?... Bem, vocês percebem… Adiante! Como estava ensonada, respondi em francês, em vez de inglês. Bolas…- pensei eu, e fiquei a ver se a coisa passava. E passou… Falei baixo ou havia muito barulho, não sei bem. Passou e prontos!

Quando as aulas terminaram, tic, tic, tic, lá vou eu para a paragem do autocarro. Ele chegou, eu entrei, mas desta vez não havia ar condicionado nem música. Avancei por ali dentro, no intuito de me sentar e deparo com duas senhoras trocando as impressões habituais “do quem sai primeiro”. Era só o que me faltava! De repente o carro arranca, faço uma pirueta, dou um safanão na senhora que estava atrás de mim que, por sua vez, se desiquilibra também e bate noutra que quase vai cair no meio da coxia. Que mais me irá acontecer?! Por essa altura já estava a soltar fumo pelas ventas qual dragão e, quando voltei à posição normal, consegui sentar-me.

Entretanto, começam as conversas das “comadres”. E as conversas são como as cerejas, vêm uma após outra. Começaram pela condução do motorista, passando pelas doenças, filhos e o que mais vier à baila. Estes são os temas favoritos das mulheres. E falo no feminino, porque são as mulheres, sem dúvida, quem fala mais. Uma dizia: “Olhe lá para a condução deste gajo! É assim que elas acontecem!”. A outra respondeu, com ar furioso: “E andamos nós a pagar para isto!” Só não falam nos ordenados chorudos dos futebolistas… Adiante! Há uma outra que fala em operações: “Aqui onde me vê, já tenho sete anestesias no corpinho!”. Fiquei a saber que duas foram para cesarianas; outra para operação à coluna; outra para a da vesícula e já não me lembro das restantes porque a minha vontade era anestesiar a língua da senhora, pois tinha um tom de voz estridente, que me feria o tímpano. E as conversas lá prosseguiram. Bem… pelo menos ia sentada, embora o calor dentro do carro apertasse. E se abrisse a janela…ou melhor, ou “postigo”… Logo salta a de trás, toda indignada: “Não pode ser! A corrente de ar faz-me mal à garganta!”. Mas qual corrente de ar?!... Fecha a janela e não retroques, pensei eu E lá aguentei o calor. O que me valeu foi o leque e a garrafinha com água que trago sempre na mala. Mulher prevenida, vale por duas, sempre ouvi dizer… Quando já me tinha resignado, eis que toca o telemóvel da do lado. Incrível, que barulheira! Até estremeci. “Tou! Tou!” – atende a dita cuja senhora, em alto e bom som. “Vou no autocarro! Estou na Av. Infante D.Henrique!” Puxa… é preciso gritar daquela maneira?!

Efectivamente, estávamos na tal avenida e o motorista entra na ponte em grande estilo. Até parece que ia num avião em descolagem… Os motoristas novos carregam bem no acelerador, já repararam?

Ze………. ze…………. ze……….., lá vamos nós! Ah!!!... foi por um triz que não deu uma pancada no da frente! Fui lançada para diante, quase bati com os queixos no outro banco, depois para trás, batendo com toda a força com as costas, Aí, já farta de tanta coisa. Resmunguei entre dentes.” Porra…,tirem-me daqui…”. Gerou-se uma confusão dos diabos porque tudo o que uma fulana levava o saco do supermercado se espalhou pelo chão . Agora era ver a malta, de rabiosque para o ar, tanto quanto o espaço permitia, a apanhar, solícita, a mercadoria enquanto insultavam o motorista.

Finalmente cheguei ao destino. Furei por entre as pessoas e lá consegui sair. Mas não era tudo! Uma mãe ficou com a criança dentro do carro porque o motorista fechou a porta antes de tempo. Nem queiram saber o que para ali foi… Abriu o vocabulário e zás! Mesmo depois do miúdo sair e da porta fechada, foi atrás, de punho cerrado, dando murros no autocarro e ameaçando o pobre coitado do motorista que já devia de estar totalmente “envinagrado”.

Depois desta odisseia, entrei em casa e ouvi: “Caramba, nunca mais chegavas!”

Cala-te boca…

terça-feira, 27 de junho de 2006

MAIOR FOSSE O DIA...

Acordei com a boca a saber a "papéis de música". Não porque me tivesse metido na pinga, mas porque dormi muito mal. Aliás, se me tivesse metido na pinga, talvez tivesse dormido melhor, quem sabe...

Depois das voltas do costume (para não perder o hábito), peguei na mala e aí vou eu. A meio da escada exclamei: o passe! E lá volto atrás para ir buscar uma senha de transporte. Agora sim, estava tudo.

Desci a rua. Ao descer a rua vejo o autocarro e corro, qual Rosa Mota, para ver se não o perdia. Primeiro, porque perder uma coisa tão grande é desagradável, depois porque às vezes se espera tanto que é um atentado contra a paciência de qualquer cidadão. Mas continuando - o motorista não me viu porque estava completamente alheado, a falar ao telemóvel. Chamaram-lhe a atenção (soube depois) e aí ele parou, embora continuasse a falar, com o ar mais "derretido" do mundo. "Obrigada "- disse eu - e, eis senão quando, oiço uma voz vinda lá do fundo:" agradeça a mim porque eu é que disse que vinha uma senhora a correr!" Ó por quem sois... Como pessoa bem educada (excepto quando estou com os azeites..) agradeci, de sorriso aberto:" então muito obrigada!". Estava a ver que tinha de fazer uma vénia... Mas não, ela ficou satisfeita. E lá segui o meu caminho, comodamente instalada, com ar condicionado e música de fundo. Sim, música de fundo, porque o motorista depois de desligar o telemóvel ligou o transistor. Bem, a música até era boa, vá lá...

Quando cheguei ao Rossio fiz a minha visita semanal à Casa da Sorte. Entrei e disse:" Estou rica e venho buscar o meu dinheiro!". Como já me conhecem, riram, não acharam melhor saída... O Sr. A. introduz as apostas, uma a uma, e diz com um ar muito seráfico:" 2 euros."." Dois euros?!" - perguntei eu -" Nã...... deve ter-se enganado. Não serão 2000 euros?" Aí devem ter pensado: "mas o que é que lhe deu?..." Pensaram mas não disseram nada... Depois de ter perdido as esperanças, e com tão avultada quantia, que fiz questão em receber, saí e logo pensei onde ir depositá-la. Sim, porque o dinheiro fez-se para circular, quanto mais os euros que têm asas e voam que é uma pinta!

E aí vou eu, na direcção da passagem de peões OH!!!..... - quase me saltava o coração. Uma senhora, toda saltitante, lembrou-se de atravessar com o sinal vermelho para os peões e até pensei se não estaria a candidatar-se a "pião". Não é que tivesse pressa, não, porque depois ficou conversando do lado de lá. Por fim o sinal mudou e lá vou eu, como cidadã cautelosa e civilizada, tic, tic, tic, rumo ao Celeiro, onde compro uma empada não sei de quê. E lá vão os 2 "aérios"... De seguida fui para a Escola. Como sempre, entrei e disse: "Bom dia, meninas!" As meninas da "terceira mocidade" ficaram todas satisfeitas, e pronto, estava na hora de me sentar na sala e assistir, calmamente, à aula. Assim fiz.

**************
Hora do almoço.
Mas o que é que eu vou comer? - pergunto de mim para" comim". E lá vou ao Celeiro outra vez. E depositei mais 6 aéros e meio. Vai-te ganho que me dás perda! Entraram 2 e já saíram 8 e meio... É só prejuízo!...
Depois? Ah... querem saber?... Eu já vos conto mais.
Portem-se bem que eu já volto!

domingo, 25 de junho de 2006

UM ANO NA BLOGOSFERA

Faz hoje um ano que iniciei este blog. Até aí nem sabia que tal coisa existia... Foi uma amiga que me incentivou, o que muito lhe agradeço, pois tem sido uma experiência gratificante. Agradeço também ao "Palavra entre Palavras" e ao "Pato Marreco" que, pacientemente, me ensinaram a colocar música. Não posso esquecer um querido amigo que já não está entre nós, o Fernando Bizarro do "Fraternidade", que conheci pessoalmente, e me colocou os primeiros links assim como me ensinou a mudar o template. Depois, a todos os outros , com os quais tenho feiito "amizade virtual" e que, com os seus comentários, me têm dado incentivo para continuar.
Bem-hajam! Sem vós a "Andorinha" não continuaria a voar!
Um grande abraço a todos!


sábado, 24 de junho de 2006

HÁ DIAS ASSIM...


Hoje levantei-me assim e tive curiosidade em saber como seria o meu dia. Para isso consultei o horóscopo diário que descobri por aí algures. Então vejam:



Dia bom para sair com amigos, fazendo um programa animado, divertido, em que você possa mostrar seu poder de imaginar cenários mais inteligentes em que todos possam se mover com elegância, justiça e bem estar. Seu lado amigável e sociável suplantará as tendências naturalmente românticas de seu signo, atente. Leão combina com...

E ainda por cima, para completar, pude ver como combina o meu signo com outros. Como vêm, mulher informada vale por duas!


Não fiquem com os olhos em bico! Não quero sentir-me responsável por isso!

Aproveito para vos desejar um bom fim de semana.



segunda-feira, 19 de junho de 2006

PARABÉNS, MEU FILHO!

Com dois anos era assim...
agora é assim.

Parece que foi ontem e já passaram 30 anos!

Meu querido filho - gosto de ti, amo-te tal como és. Mas guardo no meu coração todos os filhos que tens sido ao longo dos anos - e gosto deles e amo-os a todos. Partilho a tua vida , e estou mais próxima por isso.

Levas o meu amor contigo a locais que nunca verei, a tempos que nunca conhecerei. É assim que o amor sobrevive.

Faz algo por mim, meu Amor. Faz tudo o que eu nunca pude fazer. Vê os sítios que eu nunca vi. Descobre coisas parar além do meu entendimento.

Esperamos, Filho, que nunca precises de um refúgio. Mas se for o caso, aqui estamos.

Claro que me lembro de quando eras muito pequeno. Claro que armazenei todas as coisas que disseste e fizeste, guardá-las-ei para sempre como tesouros. Mas és tu, tal como és, que eu amo.

E amarei, não importa a distância a que estejas ou o quanto tu mudes.

Por toda a vida.

Excerto do livro: "Para um Filho muito especial"

quinta-feira, 15 de junho de 2006

PAUSA


E a minha alma cansada sentou-se no banco do jardim. Inspirou, longamente, o cheiro da terra molhada e viu a vida passar.

Era tarde.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

CANÇÃO DE AMOR IMPOSSÍVEL


Este soneto meu amor é para ti.
É teu, só teu, que não o leia mais ninguém.
Se acaso alguém o vir não digas donde vem
Se pensarem que é meu, diz que nunca te vi.

Guarda contigo na memória o que ele tem
De belo e triste, e rasga os versos que escrevi.
E como eu os rasguei enquanto os escrevi
Irás assim rasgando as palavras também.

Não me respondas, não me contes onde vais
Quem és, quem foste, e onde e quando me encontraste
E se eu estava acordado ou a dormir demais.

É que entre nosso sonho há um vago contraste
Este poema é teu sem saberes nunca mais
Se fui eu que o escrevi ou tu que mo mandaste.



OLAVO D'EÇA LEAL

quarta-feira, 7 de junho de 2006

FÉRIAS


Vou estar ausente até Domingo.

Deixo-vos um abraço.

terça-feira, 6 de junho de 2006

SEM LEGENDA

Dancem macacos, dancem

Para ver e reflectir.




http://www.youtube.com/watch?v=iuJ_XRjDRQU

quinta-feira, 1 de junho de 2006

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Solta a criança que há em ti!


'DIREITOS DAS CRIANÇAS'


1- A criança deve ter condições para desenvolver-se física, mental, moral, espiritual e socialmente com liberdade e dignidade.

2- A criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, desde o seu nascimento.

3- A criança tem direito à alimentação, lazer, moradia e serviços médicos adequados.

4- A criança deve crescer amparada por seus pais e sob sua responsabilidade, num ambiente de afeto e de segurança.

5- A criança prejudicada física ou mentalmente deve receber tratamento, educação e cuidados especiais.

6- A criança tem direito a educação gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares.

7- A criança, em todas as circunstâncias, deve estar entre os primeiros a receber proteção e socorro.

8- A criança deve ser protegida contra toda forma de abandono e exploração. Não deverá trabalhar antes de uma idade adequada.

9- As crianças devem ser protegidas contra prática de discriminação racial, religiosa, ou de qualquer índole.

10- A criança deve ser educada num espírito de compreensão, tolerância, amizade, fraternidade e paz entre os povos.
Se algum dia isto vigorar em todo o mundo, chegámos ao paraíso. Agora, para muitas, a vida é um inferno.
O meu amor incondicional a todas as crianças do mundo.
*****************
Enquanto isso, em outros países...No Brasil, o Dia da Criança é 12 de outubro. A Organização das Nações Unidas definiu 20 de novembro como Dia Universal da Criança. Vamos ver quando a data é comemorada em alguns países?


Índia
15 de novembro

Portugal
1 de junho

China
5 de maio

Japão
5 de maio

quarta-feira, 31 de maio de 2006

PRECISA-SE DE UM AMIGO




Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor... Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.



Vinícius de Moraes
* * *

A amizade é uma flor rara e de grande valia. Quem a encontrou deve guardá-la no mais fundo do seu coração e cuidar dela muito bem. A amizade é mais forte do que o amor. Este pode perecer, arrastado pelo turbilhão da vida . A amizade não. Tem raízes profundas e resiste a todos os vendavais. Acredito no amor mas a amizade tem-me batido muitas vezes nos ombros, sorrindo ou chorando, para me lembrar que existo e que não estou só. Muitas vezes não são necessárias muitas palavras. Basta uma mão estendida que nos diz "estou aqui!". Bem-hajam os amigos que têm semeado flores no meu caminho.

terça-feira, 30 de maio de 2006

UFFF..., QUE CALOR!!!


- Mas que calor!
- Isto está insuportável!
- Antes quero o frio!
- Nunca vi uma coisa assim!
- O ar condicionado dos autocarros só nos faz é mal!


Estas são expressões que se escutam devido ao calor que se tem sentido.

Quando não é o anticiclone que vem dos Açores, é o calor que vem de Àfrica e os mosquitos que vêm não sei de onde.

Assisti ao ataque desses terríveis e minúsculos bichinhos, de ferrão bem afiado, que visitaram as nossas praias e não só, porque também invadiram a cidade. Foi um desatino! Matávamos vinte e logo aparecia o dobro, só visto!Embora não tenha escapado ao ataque, não me deixaram marcas. Tive mais sorte do que uma amiga que ainda hoje está cheia de bolhas. À cautela terei de deixar para mais tarde outra ida à praia. Pode ser que já tenham debandado!

À noite, quando finalmente o calor abranda e até se sente uma brisa mais fresquinha, temos o barulho vindo do Parque das Nações e a cantoria da marcha cá do sítio, cujo ensaio se realiza mesmo aqui à beira de casa... Abro e fecho a janela, numa tentativa de minimizar o barulho e, por fim, rendo-me ao cansaço e ao sono. Isto é que são fitas!

E agora sou eu que digo: no meu tempo não era nada assim! Tínhamos estações! Isto não é calor para este mês, senhores!

E pronto, agora que desabafei já estou melhor...

sexta-feira, 26 de maio de 2006

SERES HUMANOS? ATÉ QUANDO?

Há dias em que acordamos "cinzentos", com uma sensação de mau-estar da qual temos dificuldade em nos livrarmos e, ao pegarmos no jornal, ainda ficamos pior. São assaltos, mortes, roubos, guerras, crimes de toda a espécie. E é assim todos os dias, com tendência para aumentar.

Mas hoje esta notícia publicada no Correio da Manhã deitou-me completamente abaixo:



Mascote violentada

"Uma cadela adoptada pelos estudantes como mascote da Universidade de Aveiro (UA) foi vítima de abuso sexual por parte de um humano. O caso está a ser investigado pela Polícia.
Quando foi encontrada, sábado passado, "Frieda" estava bastante maltratada e teve de ser assistida no veterinário. De momento, e ao que adiantaram ao CN "está bem e hospedada numa casa-abrigo". A cadela, uma rafeira amarela, vive na universidade há dois anos e foi encontrada ferida por um segurança da UA. "

Mas o que é isto?! Para onde caminhamos?! Será que ainda somos merecedores de ser chamados de seres"humanos"?!

domingo, 21 de maio de 2006

ENCONTREI POESIA

Céu…
Mar…
Desejo de infinito
Que me persegue a todo o instante
Fazendo da minha alma pobre caminhante,
Errando, sem saber para onde vai.
Céu…
Mar…
Desejo de infinito…
Silêncio,
Solidão,
Eis o que me rodeia.
No meu caminho
Só encontrei escolhos
Mas segui sempre em frente
E descobri um mundo de poesia
Nos teus olhos.