
Se digo o teu nome,
cem pássaros verdes, todos verdes,
se perdem no espaço de solstício.
Um pássaro disperso talvez pouse
no oásis rubro de teus lábios
e se alimente de beijos esquecidos.
As águias das manhãs
devoram tua presença
que constrói ninhos em meus ombros,
com fios de noites.
Nas amplidões noturnas,
os astros te inventam.
Desces liqüefeita de espaços
e inundas, num dilúvio, o pensamento.
Há um pássaro,
olhos de sal, plumagem de brumas,
que cortando a distância do teu céu
será minha solidão.
Nei Leandro de Castro
1 comentário:
Que bonito!
Lindíssimo este poema, mesmo sendo para uma partida... Gostei e como não tenho tido tempo para vir ler estas coisas belas, este será o meu poema de chegada...
Um grande beijinho
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