quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O ABRAÇO MÁGICO

Esta fotografia é de um artigo intitulado “O abraço mágico” e foi publicado na NewsWeek. O artigo descreve detalhadamente a primeira semana de vida de dois bebés gémeos.
Cada um deles estava na sua incubadora e um tinha uma esperança de vida muito reduzida e estava previsto que não sobrevivesse.
Uma enfermeira quebrou as regras do hospital e juntou os bebés numa única incubadora. Quando foram colocados em conjunto, o bebé saudável abraçou a irmã. Com isso ela estabilizou o batimento cardíaco e a temperatura corporal atingiu os valores normais.

(net)

domingo, 4 de setembro de 2011

MAMÃE NÃO TEM NAMORADO



Ontem estive na casa de meu tio e me diverti muito,vi minha prima se preparando para a chegada de seu namorado. Arrumou os cabelos e se perfumou, colocou uma roupa alegre e jovial e correu de um lado para o outro vistoriando tudo detalhadamente para que seu amor não encontrasse nada fora de lugar.
O namorado chegou cheiroso, usando uma loção especial e quando seus olhos se encontraram, pareciam que os dois estavam flutuando no ar. Minha prima, logo lhe ofereceu algo para beber e apressou-se a apresentar algumas guloseimas que ela mesmo preparou, durante a tarde. Ele elogiou tudo que ela preparou e agradeceu pelo delicioso jantar. Logo sentaram-se e passaram a brincadeiras e sorrisos por um longo tempo, nos momentos em que puderam ficar sós na sala. Escutaram um ao outro sem perder detalhes de sua conversa e sem soltarem as mãos, assim ficaram até a despedida, que aconteceu, quando meu tio começou a andar de um lado, para o outro, falando que já estava ficando tarde.
Voltei para minha casa e no dia seguinte perguntei a minha mamãe:--mamãe, quem é o teu namorado?-
-Ela sorriu e disse que seu namorado é o meu papai, eu retruco que não é o meu papai e que a pergunta é séria,mas ela insiste, reafirmando que seu namorado é o meu papai.
- Ora, mamãe, como é que teu namorado é o meu papai se nunca o vi chegar com flores ou chocolates? Como é que teu namorado é o meu papai se ele só te dá presentes no teu aniversário e no natal e nunca o vi dar um presente só por estar chegando em casa? Como é que teu namorado é o meu papai se nunca te preparas ou melhoras teu vestir, quando o papai está para chegar em casa, depois do trabalho? E, nem ele sorri encantado quando olha para ti?Como é que teu namorado é meu papai, se não corres para ajeitar o penteado ou retocar o batom, quando ouves o ruído da chegada dele e, apenas te voltas para dizer um " alô" e o meu papai ao invés de dizer "oi meu amor" diz apenas " que dia duro tive hoje" e troca logo de roupa procurando ficar mais confortável em frente a televisão? Como é que meu papai é teu namorado se não perguntas o que ele gostaria de jantar e sim exclamas -o quê, queres jantar?-E quando espero meu papai dizer " que bonitas estás" ele pergunta:-onde está o controle remotoda televisão.
Os namorados dizem coisas românticas, eles dizem: "como te amo"ao invés de perguntar "foste ao banco?" Minha prima e seu namorado não param de se olharem mas, quando mamãe passa em frente da televisão, papai se inclina para não perder o que está na tela.
Eu acho que ela me disse, que eles são namorados para eu não saber que romperam o namoro, logo depois que casaram.
Na verdade, meu papai não tem namorada e minha mamãe não tem namorado.-Que aborrecido isso, são apenas marido e mulher-

(Net)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

HISTÓRIA DO PERFUME




“O que todo ser humano procura, mais ou menos inconscientemente de um perfume, é o que faz com que se pareça consigo mesmo e, no entanto, o distingue de todas as outras pessoas”
Em 1992, Al Pacino emocionou as platéias com o filme “perfume de Mulher”, em que interpretava um militar reformado cego, capaz de identificar a personalidade e o tipo físico das mulheres de quem se aproximava pelo perfume que estavam usando.
Isto indica, talvez, que nosso sentido do olfato é um sentido muito mais rico e profundo do que pensamos.
De fato, o perfume é muito mais do que um prazer dos sentidos. É também uma mensagem, algo do próprio ser humano, projetando no exterior seu “eu” profundo, seus gostos, suas aspirações secretas.
A história do perfume começou quando o homem primitivo aprendeu a fazer o fogo e descobriu que certas plantas desprendiam fragrâncias agradáveis quando eram queimadas. Passaram, pois, a oferecê-las aos deuses como forma de agradecimento.
O nome “perfume” deriva do latim “per fumum” ou “pro fumum”, que significa “através do fumo”.
Todos os templos da Babilônia, Assíria, Egito, Roma e Grécia tinham seus perfumistas exclusivos. Os mais antigos frascos de perfumes de que se tem notícia datam de 5000 A.C. Eram fabricados na Mesopotâmia e no Egito com alabastro e pedra, por serem os materiais preferidos, devido a não serem porosos.
O uso do perfume na antigüidade
Os egípcios preparavam uma mistura de madeira, cujos componentes – o benjoim, o galbano – eram triturados e aglutinados com mirra e azeite de oliva.
Esta mistura era queimada durante os rituais. Relato Bíblico no livro Êxodo cap.30, v.1 e 7: “Farás também um altar para queimar os perfumes; e, Aarão queimará sobre ele um incenso de suave cheiro” (A queima de perfumes era símbolo da oração que sobe a Deus e que é por Ele recebida por partir de um coração fervoroso e devoto).
Foi na Índia e na Arábia que surgiram os primeiros mestres perfumistas.
Os árabes não só compreendiam e apreciavam os prazeres dos perfumes, mas também tinham conhecimentos avançados de higiene e medicina. Eles produziram elixires partindo de plantas e animais com propósitos cosméticos e terapêuticos. Avicena, (980 – 1073), médico árabe, descobriu, por acaso, os princípios básicos da destilação a vapor, enquanto pesquisava poções medicinais com flores e madeiras aromáticas.
Existem várias lendas que envolvem o surgimento do perfume. Uma delas relata que o perfume foi uma criação da Deusa Vênus (mitologia Grega), que certa vez teria ferido o dedo e dele caído uma gota de sangue sobre uma rosa. Cupido (Deus do Amor) por sua vez, beijou a rosa e teria selado a alquimia, transformando o sangue de Vênus em fragrância.
A história do perfume remonta há três mil anos e as lendas que envolvem sua criação vão mais longe ainda. Na antigüidade, as fragrâncias florais costumavam ser produzidas na capital mundial dos perfumes, a Babilônia. Ali já havia sido criada a água de colônia, obtida pela maceração (esmagamento) de pétalas de rosas.
Hoje, a indústria se desenvolveu a tal ponto, que esse aroma é obtido sinteticamente. O perfume Chanel no 5 deu início a um boom no uso dos aldeídos na fabricação de perfumes. Outro mérito do Chanel no 5 foi reforçar a associação entre o uso do perfume e o jogo de sedução. A discussão ganhou fôlego na década de 50, quando a atriz Marilyn Monroe declarou que usava apenas uma gotinha desse perfume para dormir. Mas a relação entre aroma agradável e apelo sensual vem de épocas remotas.
São necessários entre 6 a 18 meses para criar um perfume. É um período mágico em que as matérias primas se transformam em odor.

Fonte: www.wmulher.com.br

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

HOJE SOU PEQUENINA

Como o tempo passa.... Como estou diferente...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

ANEDOTA


Duas irmãs solteironas
vivem juntas com uma gata
que nunca deixam sair.
Uma das irmãs casa.
A outra pede que lhe mande uma carta
a contar pormenorizadamente
a noite de núpcias.
Ela manda-lhe um telegrama:
-"Mana, solta a gata"


Adilia Lopes

sábado, 6 de agosto de 2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011







Tenho quarenta janelas
Nas paredes do meu quarto.
Sem vidros nem bambinelas
Posso ver através delas
O mundo em que me reparto.

Por uma entra a luz do sol,
Por outra a luz do luar,
Por outra a luz das estrelas,
Que andam no céu a rolar.

Pela maior entra o espanto,
Pele menor a certeza,
Pela da frente a beleza,
Que inunda de canto a canto.

Pela redonda entra o sonho,
Que as vigias são redondas,
E o sonho afaga e embala
À semelhança das ondas.

Todos os risos e choros,
Todas as fomes e sedes,
Tudo alonga a sua sombra
Nas minhas quatro paredes.

Oh janelas do meu quarto,
Quem vos pudesse rasgar!
Com tanta janela aberta
Falta-me a luz e o ar.

terça-feira, 28 de junho de 2011

************************

"Era preciso agradecer às flores
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura.".

quinta-feira, 5 de maio de 2011

FORÇA DE VONTADE!



Sou pequenino mais hei-de lá chegar

sábado, 30 de abril de 2011

DIA DA MÃE




(clique sobre a imagem para aumentar)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

FALA DA MULHER SOZINHA



Já estou farta de estar só

Acompanhada de nada

Já estou louca de ser rua

Tão corrida tão pisada

Já estou prenhe de amizade

Tão barriga de saudade


Ai eu ainda um dia irei rasgar a solidão

E nela entrelaçar

O olhar de uma canção

Chegar ao cume, ao cimo, ao alto

Mais longe e mais além

Mas a saber que sou alguém


Na cidade sou loucura

Sou begónia sou ciúme

E eu que sonhava ser rua

Caminho atalho lonjura

Não tenho assento na festa

Sou a migalha que resta.


Ai eu ainda um dia irei rasgar a solidão

E nela entrelaçar

O olhar de uma canção

Chegar ao cume, ao cimo, ao alto

Mais longe e mais além

Mas a saber que sou alguém



~Interpretada por Simone de Oliveira

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A Páscoa mal explicada


- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é ...... bem ...... é uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim ?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos ....... .Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Ave Maria!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais? - Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas quando você for no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa ?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega ! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais !
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa ? Era, era melhor, ou então urubu. Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?- ? ? ? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa ....... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!
- Como?
- Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.
- Alô, quem fala?
- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
-Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ENCICLOPÉDIA DO HOLOCAUSTO


Museum Education Research History Remembrance Genocide Support Connect Fragmento do diário de Anne Frank no dia 10 de outubro de 1942: "Esta é uma fotografia minha, ela mostra como eu gostaria de ficar para sempre. Então eu ainda poderia ter uma chance de ir para Hollywood, mas agora estou com medo, a minha aparência está muito diferente". Amsterdã, Holanda. Anne Frank foi uma entre o total de 1 milhão de crianças judias assassinadas durante o Holocausto. Seu nome completo era Annelies Marie Frank, nascida a 12 de junho de 1929 em Frankfurt, Alemanha, filha de Otto e Edith Frank. Nos primeiros cinco anos de vida Anne morou com seus pais, e sua irmã mais velha Margot, em um apartamento localizado nos arredores de Frankfurt. Depois que os nazistas subiram ao poder, em 1933, Otto Frank fugiu para Amsterdã, na Holanda, onde tinha alguns contatos profissionais. O restante da família seguiu Otto, sendo Anne a última a lá chegar, em fevereiro de 1934, depois de haver permanecido por um breve período com seus avôs na cidade de Aachen. Os alemães ocuparam Amsterdã em maio de 1940. Em julho de 1942, as autoridades alemãs e seus colaboradores holandeses começaram a concentrar judeus de todo o território holandês em Westerbork, um campo de trânsito próximo à cidade holandesa de Assen, não muito distante da fronteira com a Alemanha, de onde os deportaram para os campos de extermínio de Auschwitz-Birkenau e Sobibór, na Polônia, então ocupada pelos alemães. Durante a primeira semana de julho, Anne e sua família esconderam-se em um apartamento, aonde posteriormente outros quatro judeus holandeses vieram a ficar. Por dois anos viveram no sótão de um prédio que ficava atrás do escritório da família, na Rua Prinsengracht, 263, ao qual Anne se referia em seu diário como o “Anexo Secreto”. Johannes Kleiman, Victor Kugler, Jan Gies e Miep Gies, amigos de Otto Frank, haviam preparado o esconderijo e passaram a contrabandear alimentos e roupas para a família escondida, mesmo correndo sérios riscos. Em 4 de agosto de 1944, a Gestapo, Polícia Secreta alemã, descobriu o esconderijo após receber uma denúncia anônima. No mesmo dia, o oficial da Gestapo sargento Karl Silberbauer e dois colaboradores da polícia holandesa prenderam a família Frank; a Gestapo os enviou para Westerbork no dia 8 de agosto. Um mês depois, em setembro de 1944, as SS e as autoridades policiais colocaram a família, e todos os que com ela estavam no esconderijo, em um trem de carga que ia de Westbrock para Auschwitz, um conjunto de campos de concentração na Polônia ocupada pela Alemanha. Devido à sua juventude e capacidade de serviço, no final de outubro de 1944, Anne e sua irmã Margot foram transferidas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, próximo à cidade de Celle, no norte da Alemanha, para trabalharem como escravas . Ambas morreram de tifo em março de 1945, poucas semanas antes das tropas inglesas liberarem Bergen-Belsen, no dia 15 de abril de 1945. Os pais de Anne também foram selecionados para o trabalho escravo pelas autoridades das SS. A mãe de Anne, Edith, morreu em Auschwitz no início de janeiro de 1945. Somente seu pai, Otto, sobreviveu à guerra. As forças soviéticas liberaram Otto em Auschwitz, no dia 27 de janeiro de 1945. Durante o tempo em que ficou escondida, Anne manteve um diário no qual registrava seus medos, esperanças e experiências. Miep Gies, uma das pessoas que havia ajudado a família a esconder-se, encontrou o diário depois que Anne foi presa e o guardou para entregar posteriormente, mas Anne nunca retornou, pois havia sido assassinada pela brutalidade nazista contra os judeus. O livro foi publicado em diversas línguas após o fim da guerra, e ainda é usado em milhares de escolas européias e norte-americanas. Anne Frank tornou-se o símbolo da perda do potencial de todas as crianças que morreram no Holocausto.


Um extracto do diário de Anne Frank


Terça-feira, 11 de Abril de 1944


Querida Kitty:

Sinto como que marteladas na cabeça! Nem sei por onde começar. Sexta-feira (Sexta-feira Santa) à tarde, e no sábado também, fizemos vários jogos. Esses dias passaram-se sem novidade e bastante depressa. No domingo pedi ao Peter que viesse aqui e mais tarde subimos e ficámos lá em cima até às seis horas. Das seis e quinze até às sete horas ouvimos um belo concerto de música de Mozart; do que mais gostei foi da «K'eine Nachtmusik». Não consigo escutar bem quando há muita gente à minha volta, porque a boa música comove-me profundamente. Domingo à noite o Peter e eu fomos ao sótão. Para estarmos sentados confortávelmente, levamos umas almofadas que pusemos em cima de um caixote. O sítio é estreito e estávamos muito apertados um contra o outro. A Mouchi fazia-nos companhia. Assim havia quem nos vigiasse. De repente, às nove menos um quarto, o sr. van Daan assobiou e perguntou se nós tínhamos levado uma almofada do sr. Dussel. Saltámos do caixote abaixo e descemos com as almofadas, o gato e o sr. van Daan. Por causa da almofada do sr. Dussel desenrolou-se uma verdadeira tragédia. Ele estava desaustinado por termos levado a sua «almofada da noite». Receou que a enchêssemos de pulgas, fez cenas tremendas por causa de uma reles almofada. Como vingança, o Peter e eu metemos-lhe duas escovas duras na cama. Rimo-nos muito daquele pequeno «intermezzo». Mas o divertimento não havia de ser de longa dura. As nove e meia o Peter bateu à porta e pediu ao pai que subisse para lhe ensinar uma frase inglesa muito complicada. - Aqui há gato - disse eu à Margot. - Ele não está a dizer a verdade. E tinha razão. Havia ladrões no armazém. Com rapidez, o pai, o Peter, o sr. van Daan e o Dussel desceram. A mãe, a Margot, a srª van Daan e eu ficamos à espera. Quatro mulheres cheias de medo não podem fazer outra coisa senão porem-se a falar. Assim fizemos. De repente, ouvimos, lá em baixo, uma pancada forte. Depois, silêncio. O relógio deu dez menos um quarto. Estávamos lívidas, muito quietas e cheias de medo. Que foi feito dos homens? O que é que significava aquela pancada? Haverá luta entre eles e os ladrões? Dez horas. Passos na escada. Entra primeiro o pai, pálido e nervoso, depois o sr. van Daan. - Fechem a luz. Subam sem fazer barulho. Deve vir a polícia. Agora não havia tempo para medos. Fechámos a luz. Ainda peguei no meu casaquinho e subimos. - O que aconteceu? Depressa, conta! - Mas não havia ninguém que pudesse contar, porque os senhores já tinham descido outra vez. Às dez e dez voltaram, dois ficaram de guarda na janela aberta, no quarto do Peter. A porta do corredor ficou fechada. A porta giratória também. Sobre o candeeiro lançámos uma camisola. Depois eles começaram a contar: - O Peter ao ouvir duas pancadas fortes, correu abaixo e viu que do lado esquerdo da porta do armazém faltava uma tábua. Voltou depressa para cima, avisou a parte mais corajosa do grupo e então eles, os quatro, desceram. quando entraram no armazém encontraram os ladrões em flagrante. Sem reflectir o sr. van Daan gritou: - Polícia! Os ladrões fugiram num instante. Para evitar que a ronda da Policia notasse o buraco, os nossos homens colocaram a tábua no sítio, mas um pontapé de lá de fora deitou-a novamente ao chão. Os quatro ficaram perplexos com tanto atrevimento. O sr. van Daan e o Peter sentiram vontade de matar aqueles patifes. O sr. van Daan bateu com o machado no chão. Depois novamente silêncio. Tentaram colocar outra vez a tábua. Novo susto: lá fora estava um casal e a luz forte de uma lâmpada de mão iluminou todo o armazém. - Com mil raios! - disse um dos nossos e... num instante trocaram o seu papel de policias pelo de ladrões. Fugiram. Subiram. O Peter abriu portas e janelas na cozinha do escritório particular, deitou o telefone ao chão e depois desapareceram todos por detrás da porta giratória. (Fim da primeira parte) Provavelmente o casal avisaria a Policia. Era domingo, Domingo de Páscoa, e ninguém viria ao escritório, antes de terça-feira de manhã. Não podíamos fazer mesmo nada. Imagina duas noites e um dia a passar com tal angústia! Nós, as mulheres é que já não éramos capazes de imaginar coisa alguma. Estávamos sentadas às escuras; a srª van Daan resolveu fechar todas as luzes, e sempre que se ouvia um ruído murmurávamos «chut, chut». Eram dez e meia, onze horas, e de ruídos nada. Alternadamente vinham ter connosco o pai e o sr. van Daan. Depois, às onze e um quarto, ouvimos ruídos lá em baixo. Agora já se ouvia a respiração de cada um de nós. Não nos mexemos. Passos na casa, no escritório particular, na cozinha, depois... na escada que conduz à porta camuflada. Retivemos a respiração; oito corações a martelar. Passos na escada, sacudidelas nas prateleiras da porta giratória. Estes momentos são impossíveis de descrever. - Estamos perdidos - pensei, e já nos via, a todos, arrastados pela Gestapo através da noite. Mais duas vezes mexeram na porta giratória, depois alguma coisa caiu e os passos afastaram-se. De momento, estávamos salvos. Então começámos todos a tremer. Ouvia-se o bater de dentes; ninguém conseguia pronunciar uma palavra. Não se ouvia mais nada em toda a casa, mas havia luz do outro lado da porta camuflada. Teriam desconfiado desta ou esqueceram-se de apagar a luz? Dentro do prédio já não se encontravam estranhos; só lá fora, na rua, haveria possivelmente um guarda. As nossas línguas soltaram-se, começámos a falar, mas o medo ainda nos dominava. Todos precisavam... O Peter tem um cesto de papéis de chapa de ferro, que podia substituir o balde que estava no sótão. O sr. van Daan começou, depois o pai. A mãe teve vergonha. O pai levou-nos o cesto ao quarto, onde a Margot, a srª van Daan e eu, muito contentes, o utilizámos, e, por fim, também a mãe. Todos queriam papel. Felizmente eu trazia algum comigo no bolso. Do cesto vinha um cheirete horrível; falávamos em voz baixa; estávamos cansados. Era meia-noite. - Deitem-se no chão e durmam! Deram-nos, à Margot e a mim, almofadas. A Margot ficou deitada junto do armário dos víveres e eu entre as pernas da mesa. No chão não se sentia tanto o mau cheiro, mas a srª van Daan, sem fazer o mínimo ruído, foi buscar um pouco de cloro e deitou-o no cesto, que depois cobriu com um pano velho. Conversas, murmúrios, mau cheiro, medo, e sempre alguém sentado no cesto. Impossível dormir-se. Às duas e meia eu estava tão cansada que não ouvi mais nada até ás três e meia. Depois acordei. Senti a cabeça da srª van Daan em cima do meu pé. -Dêem-me alguma coisa para vestir. Tenho frio. Atiraram-me roupa. Mas não queiras saber o que era! Fiquei com calças de lã em cima do pijama, um «pulover» e uma saia preta, umas meias brancas e, por cima, soquetes rotos. Agora a srª van Daan sentou-se numa cadeira e o sr. van Daan deitou-se no chão, também em cima dos meus pés. Comecei a pensar em tudo o que tinha acontecido e pus-me a tremer de tal forma que o sr. van Daan não pôde dormir. Preparei mentalmente as palavras que havíamos de dizer, caso a policia voltasse. Com certeza era preciso confessar-lhes que éramos «mergulhados». Ou eles eram bons holandeses - e então estávamos salvos - ou eram pró-nazis e então aceitavam dinheiro! - Tira o rádio - suspirou a srª van Daan. - Queres que o deite ao fogão? Se nos encontrarem, já não importa que encontrem também o rádio. - Então encontram também o diário da Anne - disse o pai. - E se o queimássemos? - propôs a pessoa mais medrosa do nosso grupo. Este momento e aquele em que eu tinha ouvido as sacudidelas da Policia na porta giratória, foram para mim os mais terríveis. - O meu diário não! O meu diário só será queimado comigo! Graças a Deus, o pai já nem me respondeu. Não vale a pena reproduzir todas as conversas. Confortei a srª van Daan, que estava cheia de um medo horrível. Falámos de fugas, interrogatórios, da Gestapo e da necessidade de sermos corajosos. - Agora temos de ser valentes como os soldados, srª van Daan. Se nos apanharem, o nosso sacrifício será pela rainha, a pátria, a verdade e o direito, como dizem também na emissora de Orange. O que mais me aflige é arrastarmos tanta gente para a infelicidade. O sr. van Daan tornou a trocar o lugar com a sua mulher, o pai veio para junto de mim. Os homens fumavam sem interrupção, de vez em quando ouvia-se um suspiro fundo, depois alguém a correr ao cesto... e isto ainda se repetiu muitas vezes. Quatro horas, cinco horas, cinco e meia. Fui ao quarto do Peter. Ficámos sentados à janela, ouvíamos os ruídos, cada um sentia as vibrações do corpo do outro, tão encostados estávamos. Só dizíamos uma palavra, de longe em longe. Estávamos sempre atentos ao que se ia passando. Ao lado ouvimos alguém abrir as persianas. Às sete, os senhores queriam telefonar ao Koophuis e pedir-lhe que mandasse alguém. Escreveram num papel o que lhe iam dizer. Havia o perigo de o guarda em frente da porta ouvir o toque do telefone, mas o perigo de a Policia voltar era maior ainda. Os tópicos a comunicar ao Koophuis eram os seguintes: Assalto: a Policia entrou em casa, chegou até à porta giratória, mas não foi mais longe. Ladrões, provavelmente apanhados em flagrante, arrombaram a porta do armazém e fugiram pelo quintal. Porta principal trancada. O Kraler deve ter saído pela outra porta. As máquinas de escrever estão em segurança na caixa preta, no escritório particular. Tentar avisar o Henk. Ir buscar a chave a casa da Elli. Ele que venha cá ao escritório com o pretexto de que o gato precisa de comida. Tudo se fez tal qual. Telefonou-se ao Koophuis, levámos as máquinas (que ainda estavam connosco em cima) para baixo, e guardámo-las na caixa preta. Sentámo-nos à volta da mesa e esperámos pelo Henk ou... pela Policia. O Peter adormeceu. O sr. van Daan e eu acabamos por deitar-nos no chão. Depois ouvimos passos pesados. Eu disse, em voz baixa: - É o Henk. - Não, não, é a Policia, ouvi dizer alguém. Bateram à porta. O assobio da Miep. Agora é que a srª van Daan não aguentou mais. Branca como a cal, sem forças, estava caída na cadeira, e se aquela tensão se tivesse prolongado por mais um minuto, ela teria desmaiado. Quando a Miep e o Henk entraram no nosso quarto, ofereceu-se-lhes um lindo espectáculo. Só a mesa valia a pena ser fotografada. A revista «Filme e Teatro» aberta, e as fotos das lindas «estrelas» do bailado besuntadas com compota e com o remédio contra a diarreia. Dois frascos de compota, um pão e meio, espelho, pente, fósforos, cinza, cigarros, tabaco, cinzeiro, calcinhas, lâmpada de bolso, papel higiénico, etc., etc... Já se vê, recebemos o Henk e a Miep com júbilo e lágrimas. O Henk tapou o buraco da porta com a tábua e depois foi à Policia para comunicar o assalto. A Miep encontrou debaixo da porta um aviso do guarda-nocturno que viu o buraco e avisou a Policia. O Henk foi também falar com ele. Tínhamos uma meia hora para nos arranjarmos. Nunca vi uma tal metamorfose em tão pouco tempo. A Margot e eu abrimos as camas, fomos ao W.C., lavámo-nos, limpámos os dentes e penteámo-nos. Depois, num instante, arrumámos o quarto e voltámos para cima. A mesa já estava limpa. Fomos buscar água, fizemos café e chá e pusemos a mesa para o pequeno almoço. O pai e o Peter limparam o cesto sujo com água e cloro. As onze horas já nos encontrávamos todos com o Henk à volta da mesa e acalmámos pouco a pouco. O Henk contou: O guarda nocturno Slagter ainda estava a dormir. Falei com a mulher e ela disse-me que o marido, ao fazer a ronda nos cais, tinha reparado no buraco na nossa porta da rua. Foi procurar um policia e, juntos, rebuscaram a casa de cima a baixo. que na terça-feira viria fazer mais comunicações ao Kraler. Foi à esquadra da Policia, onde ainda não sabiam nada do assalto, mas tomaram nota e disseram que viriam cá também na terça-feira. No regresso o Henk passou pela loja do hortaliceiro, na esquina, e contou-lhe do roubo. - Eu sei, disse o hortaliceiro pachorrentamente. Passei, ontem à noite com minha mulher pelo vosso estabelecimento e vi o tal buraco na porta. Minha mulher não quis parar mas eu acendi a minha lâmpada de bolso e iluminei o interior. Os ladrões fugiram logo. Não chamei a Policia, pensei que seria melhor. Não sei nada, mas imagino algumas coisas... O Henk agradeceu e foi-se embora. O hortaliceiro decerto suspeita de que estamos aqui, pois entrega as batatas sempre à hora do almoço. Um tipo às direitas. Depois do Henk nos ter deixado - era uma hora - deitámo-nos para dormir. Às três menos um quarto acordei e já não vi o Dussel na sua cama. Ainda toda entorpecida encontrei, por acaso, o Peter no quarto de banho. Combinámos encontrar-nos depois em baixo, no escritório. - Ainda sentes coragem para subir ao sótão ? - perguntou-me. Disse-lhe que sim, fui buscar a minha almofada e subimos. O tempo estava uma maravilha. Em breve as sereias começaram a dar alarme. Mas nós ficámos onde estávamos. O Peter deitou-me um braço em volta dos ombros e eu também deitei um braço em volta dos seus ombros, e assim ficámos muito calmos, até que veio a Margot chamar-nos para o lanche. Comemos pão, tomámos limonada e já estávamos de novo dispostos a dizer brincadeiras uns aos outros. Depois disso não houve mais nada de especial. À noite agradeci ao Peter por ele ter sido o mais corajoso de todos nós. Nunca nenhum de nós se tinha encontrado numa situação tão perigosa como a da noite passada. Deus protegeu-nos. Imagina a Policia a remexer na estante da nossa porta giratória, iluminada pela luz acesa, sem dar connosco! Em caso de invasão, com bombardeamentos e tudo, cada um de nós pode responder por si próprio. Neste caso, porém, não se tratava só de nós, mas também dos nossos bondosos protectores. Estamos salvos. Não nos abandones! É apenas isto que podemos suplicar. Este acontecimento trouxe consigo algumas modificações. O sr. Dussel já não trabalha à noite no escritório do Kraler mas sim no quarto de banho. Às oito e meia e às nove e meia o Peter faz a ronda pela casa. Já não pode abrir a janela durante a noite. Depois das nove e meia não podemos utilizar o autoclismo do W.C. Hoje à noite vem um carpinteiro reforçar as portas do armazém. Há discussões a tal respeito, há quem pense que não se devia mandar fazer isso. O Kraler censurou a nossa imprudência e também o Henk disse que não devíamos em tais casos descer ao andar de baixo. Fizeram-nos ver bem que somos «mergulhados», judeus enclausurados, presos num sitio, sem direitos, mas carregados de milhares de deveres. Nós, judeus, não devemos deixar-nos arrastar pelos sentimentos, temos de ser corajosos e fortes e aceitar o nosso destino sem queixas, temos de cumprir tudo quanto possível e ter confiança em Deus. Há-de chegar o dia em que esta guerra medonha acabará, há-de chegar o dia em que também nós voltaremos a ser gente como os outros e não apenas judeus. Quem foi que nos impôs este destino? quem decidiu excluir deste modo os judeus do convívio dos outros povos? quem nos fez sofrer tanto até agora? Foi Deus que nos trouxe o sofrimento e será Deus que nos libertará Se apesar de tudo isto que suportamos, ainda sobreviverem judeus, estes servirão a todos os condenados como exemplo. Quem sabe, talvez venha ainda o dia em que o Mundo se aperceba do bem através da nossa fé, e talvez seja por isso que temos de sofrer tanto. Nunca poderemos ser só holandeses, ingleses ou súbditos de qualquer outro pais. Seremos sempre, além disso, judeus. E queremos sê-lo. Não percamos a coragem. Temos de ter consciência da nossa missão. Não nos queixemos, que o dia da nossa salvação há-de chegar. Nunca Deus abandonou o nosso povo. Através de todos os séculos os judeus sobreviveram. Através de todos os séculos houve sempre judeus a sofrer, mas através de todos os séculos se mantiveram fortes. Os fracos desaparecem mas os fortes sobrevivem e não morrerão! Naquela noite pensei que ia morrer. Esperava pela Policia, estava preparada como os soldados no campo de batalha, prestes a sacrificar-me pela pátria. Agora que estou salva, o meu desejo é naturalizar-me holandesa depois da guerra. E Gosto dos holandeses, gosto desta terra e da sua língua. É aqui que gostava de trabalhar. E se for preciso escrever à própria rainha, não hei-de desistir enquanto não conseguir este meu fim. Sinto-me cada vez mais independente dos meus pais. Embora seja muito nova ainda, sei, no entanto, que tenho mais coragem de viver e um sentido de justiça mais apurado, mais seguro do que a mãe. Sei o que quero, tenho uma finalidade, uma opinião, tenho fé e amor. Deixem-me ser eu mesma e estarei satisfeita. Tenho consciência de ser mulher, uma mulher com força interior e com muita coragem. Se Deus me deixar viver, hei-de ir mais longe de que a mãe. Não quero ficar insignificante. quero conquistar o meu lugar no Mundo e trabalhar para a Humanidade. O que sei é que a coragem e a alegria são os factores mais importantes na vida!


Tua Anne

terça-feira, 8 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Para o dia 8 de Março, Dia da Mulher, com beijinhos e votos de que tenham saúde e sejam felizes.

MULHER!

Mulher! Como inspira a tua tolerância!
Mulher, onde a beleza é indescritível
Mulher flor de doce fragrância
Mulher, meiga de beijos de mel...
Mulher vestida de elegância...
Às vezes de lágrimas de dor
De sorrisos de feiticeira
Sem que seja entendido o seu amor...
Mulher, mãe dedicada
Nem sempre apreciada.
Mulher sofredora,
Nem sempre respeitada
Mas empre boa trabalhadora...
Mulher de responsabilidade
Que faz da sua lealdade
A bandeira da vida...
Muler Mãe!
Doce Mãe querida,
Sofredora se já mãe não tem...Mulher amante
Dando todo o seu amor
É como um precioso diamante
Cheio de brilho e esplendor...

04.03.10
Isabel do Carmo

Homenagem a todas as mulheres.

**************************************************************************************

Neste Dia Internacional da Mulher de Março de 2011, tomei a liberdade de retirar do blogue Joaninha este poema da nossa inesquecível e saudosa amiga e professora Drª.Isabel do Carmo, para lhe prestar a minha humilde homenagem, com muitas saudades.

Bem-haja, Isabel, pela mulher maravilhosa que sempre foi. Beijos, Amiga!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Aloé Vera: Inúmeras Propriedades Medicinais




Categorias: Aromáticas & Medicinais, Featured
Tags: ,

No processo de escolha da planta do mês sinto por vezes que muita coisa fica por dizer acerca da maioria das plantas e decididamente algumas mais que outras. É este o caso do Aloes sobre o qual há tanta coisa para dizer. Tentarei portanto apelar à minha capacidade de síntese.

História

O Aloe é uma planta suculenta originária da África do Sul, da Província do Cabo, da África Tropical e de Madagáscar onde algumas espécies correm sérios riscos de extinção. Existe ainda na Península Arábica, e Antilhas mas é hoje plantado um pouco por todo o mundo, onde é muito apreciado e utilizado devido aos seus múltiplos usos internos e externos. Quando cultivado em climas temperados, é necessário protegê-lo da geada. Dá-se muito bem em vasos, como planta de interior. Existem cerca de 400 variedades de Aloes, uma das variedades era já conhecida nos tempos bíblicos onde era utilizada na extracção de madeira. Na Malásia e Índia é utilizada uma outra variedade no fabrico de incenso. Nos países islâmicos simboliza a paciência. Era conhecida dos Gregos e Romanos e diz-se que Cleopatra utilizava as folhas frescas diariamente nos seus tratamentos de beleza. A variedade que aqui nos interessa é Aloe vera ou Aloe barbadensis. O Aloes do Cabo, ou Aloe ferox, é muito cultivado nas Antilhas. No Brasil é conhecida por babosa. O Aloes envasado tem um teor mais baixo de antraquinonas (aloína).

Descrição botânica

O Aloe vera é uma das cerca de 400 variedades do Aloe. Foi durante muito tempo considerada da família das Liliáceas, mas estudos recentes classificam-na como pertencente à famílias das Asphodeláceas. É uma planta vivaz, de folhas suculentas, longas e espessas, de cor verde claro. Atinge cerca de 60 centímetros de altura, espigão com flores amarelas ou laranja. Resistente às secas e sensível às geadas. Gosta de solos secos e bem drenados. É também conhecida como Cacto-dos-Aflitos e Cura-Câncros.

Composição

Traquinona (aloína e aloe-emodina), mucilagem, resinas, taninos, polisacáridos, aloectina-B, cálcio, fósforo, cobre, magnésio, ferro, potássio, zinco, vitaminas A, B1, B5, B6 e B12, C. Ácidos gordos (gamalinoleicos), prostanglandinos que ajudam a diminuir a inflamação e aumentam o poder cicatrizante das feridas.

Propriedades

Externamente é utilizado fresco e directamente sobre a pele no alívio de queimaduras solares e outras, incluindo queimaduras de radiação devido à sua acção refrescante, anti-inflamatória e regeneradora do tecido celular restituindo rapidamente os líquidos nas três camadas dérmicas, aliviando a dor e nutrindo a pele devido à sua riqueza em aminoácidos e vitaminas. Utiliza-se ainda em picadas de insectos e feridas várias, como cicatrizante, anti-bacteriano e antiviral. De um modo geral alivia quase todos os problemas de pele que requeiram um remédio calmante e adstringente, como por exemplo em casos de varizes. É um excelente regenerador celular acelerando o crescimento de novas células eliminando as velhas, por isso tem sido utilizado com sucesso na cura de vários câncros de pele e outros. É vaso-dilatador, dilatando os capilares, e aumentando o fluxo sanguíneo. É útil no tratamento do reumatismo e artrite. Úlceras pépticas e estomacais, hipertensão, pé-de-atleta (antifungico), anemia e acne. É ainda utilizado para aliviar aftas e doenças das gengivas, verrugas e estrias.


A melhor forma de utilizar o Aloe vera é cortar uma folha na longitudinal, abrindo-a, e aplicar o gel transparente sobre a pele ou couro cabeludo, tendo o cuidado de não utilizar a parte amarela da base da folha que é muito amarga e pode causar irritação da pele em pessoas mais sensíveis. O resto da folha que não se utilize pode ser guardado no frigorífico ou congelador e utilizado como emplastres frescos. Conservam-se assim vários meses quando cortado na perpendicular à folha.
Para uso interno, é necessário ter muito cuidado e seguir aconselhamento médico, pois existem muitas adulterações no mercado. Estas adulterações existem sobretudo nos produtos utilizados nas extracção e estabilização do gel. Este gel amargo é um potente laxativo, causando contracções do cólon, e originando movimentos intestinais 8 a 12 horas após a sua ingestão. Em doses baixas estas propriedades amargas estimulam a digestão e em doses altas são purgantes.

Cosmética

O Aloe é muito utilizado em cremes de beleza e shampoos, mas aqui mais uma vez é necessário ter a atenção as marcas. O melhor mesmo é ter sempre à mão uma planta e utilizá-la fresca.

Contra indicações

O Aloe não deve ser consumido internamente durante a gravidez dadas as suas características purgativas. Também não deve ser utilizado em caso de hemorróidas ou doenças renais.

(Inf.Net)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

HARMONIA DENTRO E FORA

O homem está vivendo como uma ilha, e daí vem toda a miséria. Através dos séculos o homem tem tentado viver independentemente da existência - isso não é possível, pela própria natureza das coisas. O homem não pode ser independente nem dependente. A existência é um estado de interdependência: tudo depende de tudo mais. Não há hierarquia, ninguém é inferior e ninguém é superior. Existência é uma comunhão, um eterno caso de amor.

Mas essa ideia de que o homem tem que ser superior, especial, mais elevado, cria confusão. O homem precisa não ser nada, precisa dissolver-se na totalidade das coisas. E quando deixamos cair todas as barreiras, comunhão acontece e essa comunhão é uma bênção. Ser um com o todo é tudo. Este é o núcleo da religiosidade.
Heraclito, o antigo pensador Grego, nos diz: se as coisas acontecessem ao homem exactamente como ele deseja isso de nada adiantaria. A menos que você espere o inesperado, jamais encontrará a verdade, pois isso é difícil de descobrir e árduo chegar até ela. A natureza adora esconder-se. O senhor cujo oráculo está em Delfos nem revela nem dissimula – mas nos envia sinais.
A existência não possui linguagem... e, se você depender da linguagem não conseguirá comunicar-se com a existência. Existência é um mistério, não é possível interpretá-la. Se você tentar, irá errar. Existência pode ser vivenciada, mas não pensada. Ela é mais como poesia, menos como filosofia. É um sinal, uma porta. Ela se mostra, mas nada diz.
Não é possível abordar a existência através da mente. Se você pensar a respeito dela, você pode continuar pensando, mais e mais, mas você nunca irá alcançá-la – pois a barreira está, justamente, nos pensamentos. Pensar é um mundo privado, pertence apenas a você – assim você fica encerrado, encapsulado, prisioneiro de si mesmo. Com o não-pensar, você deixa de ser; você não está mais encerrado. Você se abre, fica poroso, a existência flui através de você e você flui através da existência.
Aprenda a escutar – escutar significa que você está aberto, vulnerável, receptivo, mas não está pensando de jeito nenhum. Pensar é uma ação positiva. Escutar é passivo: você se torna como um vale e recebe; você se torna como um útero e você recebe. Se puder escutar, então a natureza fala – mas isso não será uma linguagem. A natureza não usa palavras. Então o que ela usa? Heraclito diz que são sinais. Você encontra uma flor: que sinal é esse? Ela nada está dizendo – mas você pode realmente afirmar que ela não está dizendo coisa alguma? Ela está dizendo muito, só não está utilizando palavras: é uma mensagem sem palavras.
Para ouvir o inexprimível você terá que abandonar as palavras, pois só o semelhante pode ouvir aquele que lhe é semelhante, apenas os semelhantes podem se relacionar.Diante de uma flor, não seja uma pessoa, seja uma flor. Ao lado de uma árvore, não seja uma pessoa, seja uma árvore. Tomando banho em um rio, não seja humano, seja um rio. E assim milhões de sinais lhe serão dados. E isso não é uma comunicação – é uma comunhão. Assim a natureza fala, fala em milhares de línguas, mas não numa linguagem.


OSHO

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O rapaz do pijama às riscas


"Resumo da História A família do Bruno resume-se aos seus pais e à sua irmã Gretel, que o Bruno acha um “ Caso Perdido”. Ao regressar da escola, um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai, soldado alemão, tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas.Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, e que se chama Shmuel,vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado de longe da sua casa, e que ao longo do tempo se torna o seu melhor amigo para toda a vida.Um dia, quando a mãe de Bruno se fartou de estar em Acho Vil, disse ao pai que ele ficava sozinho e que ia embora para Berlim com o Bruno e a Gretel. No último dia em Acho Vil, o Bruno, quando estava com o Shmuel, teve uma ideia: passar a vedação e explorar com Shmuel o campo à procura do seu pai desaparecido. O final é simplesmente chocante… o Bruno, vestido com um pijama às riscas, morre juntamente com Shmuel. Este livro narra uma história original que reflecte os horrores da 2ª.Guerra Mundial e do Holocausto. Mas é também uma obra que evidencia o valor da amizade."

Vi este filme há dias e emocionou-me bastante, principalmente a amizade entre as crianças.

sábado, 15 de janeiro de 2011

UM CÊ A MAIS


"Um cê a mais", Manuel Halpern

Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia.De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram pormim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles,porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar.
(Recebido por e-mail)

domingo, 2 de janeiro de 2011